O Grande Ruivo Passeador me convidou para gravar um trecho do "Dom Casmurro", do Machadão, para o Projeto Mil Casmurros, da Rede Globo. Eu gravei o trecho 13, o ruivo gravou o trecho décimo. Tá liberado, vai lá e grave um trecho você também.

O primeiro trecho foi gravado pelo Tony Ramos. O oitavo, pela Fernanda Lima. O quarto, pela Pitanga. Ah, Pitanga!

Do projeto, faz parte a minissérie "Capitu" que tem, pelo menos, o mérito de botar o ator Michel Malamed, poeta e amigo do brou Shiraga, num grande e importante papel.

Ei, quem diz que não existe viral legal?
:^)

Eu e o Rafael Galvão resolvemos fazer uma lista dos melhores filmes brasileiros. Era pra ser os 10 melhores, passou para 20, e finalmente fechamos em 25 para não avacalhar demais.

O primeiro ponto a ser notado sobre é que nós cagamos solenemente para "Limite", o nosso "Encouraçado Potemkim". O filme de Humberto Mauro Mário Peixoto pode ter a importância histórica que tiver; mas é um filme chato e que só interessa a arqueólogos do cinema. (Embora nós dois adoremos o filme do Eisenstein.)

Achamos que a mitologia em torno de "Limite" prejudicou o cinema brasileiro. Às vezes a gente tem a impressão de que todo cineasta sério tinha que fazer filmes densos, esquisitos. Foi por isso que Glauber fez tanta coisa ruim e é incensado até hoje.
É bom lembrar também que esta é uma lista de melhores filmes brasileiros. Isso quer dizer que os critérios de escolha levaram em consideração outros fatores: históricos, comerciais, afetivos.

São critérios estéticos razoavelmente claros. Quando se fala em filme brasileiro de "catiguria" as pessoas pensam naqueles filmes confusos, metafóricos, cheios de mensagens subliminares e diálogos pseudo-intelectuais. Mas nós preferimos, decididamente, o Nelson Pereira dos Santos inteligível de "Vidas Secas" e "Rio 40 Graus" ao Nelson hermético e alegórico de "Fome de Amor", cuja única qualidade real são os peitos e rosto bonitos da Leila Diniz e que hoje é algo tão longínquo quanto a ditadura.

É por isso que "A Menina do Lado", um filme que sob critérios puramente objetivos seria considerado no máximo mediano, está na lista. O filme de Alberto Salvá é um dos melhores da década de 1980, com uma leveza e sensibilidade que faltava então ao cinema brasileiro, no que foi a sua pior fase.

Além disso, uma lista desse tipo implica negociação e concessão. Eu não gosto de "Eu Te Amo", o Rafael não gosta de "Alma Corsária". Para incluir "Redentor", para mim dos melhores filmes dessa fase recente do cinema nacional, tive que concordar com "Todas as Mulheres do Mundo", de que não gosto e o Rafael acha um dos melhores exemplos do cinema novo. Eu sugeri "Cheiro do Ralo", mas o Rafael o considera apenas um filme razoável, baseado num bom personagem, bem desenvolvido pelo Selton Melo. O "Auto da Compadecida" foi vetado porque tem uma linguagem excessivamente televisiva e porque, afinal de contas, a minissérie de TV original é bem melhor que o filme. Finalmente, quando um insistiu muito em um filme que o outro não tinha visto, decidiu-se dar um voto de confiança. Assim o Rafael incluiu "Mineirinho Vivo ou Morto", enquanto eu emplaquei "A Dama do Cine Shanghai". Eu tentei incluir "Não por Acaso", mas não consegui. Rafael tentou me empurrar alguns títulos da pornochanchada, mas fui firme.

O Rafael conseguiu emplacar uma chanchada, pelo menos, mas eu vetei completamente Mazzaropi, cujo "Candinho" o Rafael considera bom.

Havia dois problemas a serem resolvidos. O primeiro é Walter Hugo Khoury. Nem eu nem o Rafael duvidamos que ele seja um dos mais importantes cineastas brasileiros; mas não conseguimos achar um filme, especificamente, suficientemente bom. O melhorzinho de todos nos parecia "Amor Estanho Amor", mas ele simplesmente não parecia ser filme suficiente. A não ser que se considere o "conjunto da obra" do Khoury.

O segundo é Nelson Rodrigues. Nenhum autor brasileiro foi tão castigado por cineastas quanto o anjo pornográfico. O tratamento dado a Nelson por cineastas como Neville d'Almeida prejudicou um dos maiores dramaturgos brasileiros da história. E no entanto, a filmografia baseada nele é extensa e importante. O melhor filme feito sobre uma obra de Nelson é "Toda Nudez Será Castigada", mas aí era Jabor demais em uma lista só. Por mim, não entrava nem mesmo "Eu Te Amo".

Há um terceiro problema, ainda: o da ignorância pura e simples. Tanto eu quanto o Rafael conhecemos melhor o cinema estrangeiro que o brasileiro -- que sempre enfrentou sérios problemas de distribuição. E nem sempre dá para ver tudo, porque afinal de contas alguém tem que garantir o leite das crianças. É por isso que alguns filmes não entram porque, em primeiro lugar, não vimos: "Edifício Master".

O Rafael vê na pornochanchada qualidades reais, um cinema que mesmo comercial era verdadeiro e representava uma evolução natural da chanchada; eu acho que a pornochanchada é mais uma curiosidade, não revelou algo de cinematograficamente grande. O gênero não entrou.

É isso. A lista está aí. Que sirva como um roteiro mínimo para que as pessoas passem a gostar mais do cinema brasileiro.

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"Os 25 melhores filmes brasileiros de acordo com Biajoni & Galvão"

  1. Alma Corsária -- Carlos Reichenbach
  2. Assalto ao Trem Pagador -- Roberto Farias
  3. O Bandido da Luz Vermelha -- Rogerio Sganzerla
  4. Bye Bye Brasil -- Cacá Diegues
  5. O Cangaceiro -- Lima Barreto
  6. Carnaval Atlântida -- José Carlos Burle
  7. Central do Brasil -- Walter Salles Jr.
  8. Cidade de Deus -- Fernando Meirelles
  9. A Dama do Cine Shanghai -- Guilherme de Almeida Prado
  10. Deus e o Diabo na Terra do Sol -- Glauber Rocha
  11. Dona Flor e Seus Dois Maridos -- Bruno Barreto
  12. Eu Te Amo -- Arnaldo Jabor
  13. Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia -- Hector Babenco
  14. Macunaíma -- Joaquim Pedro de Andrade
  15. A Marvada Carne -- André Klotzel
  16. A Menina do Lado -- Alberto Salvá
  17. Mineirinho Vivo ou Morto -- Aurélio Teixeira
  18. O Pagador de Promessas -- Anselmo Duarte
  19. Pixote -- Hector Babenco
  20. Redentor -- Cláudio Torres
  21. Rio 40 Graus -- Nelson Pereira dos Santos
  22. Terra em Transe -- Glauber Rocha
  23. Todas as Mulheres do Mundo -- Domingos de Oliveira
  24. Tropa de Elite -- José Padilha
  25. Vidas Secas -- Nelson Pereira dos Santos

No Sábado decidi ir até a pequeníssima cidade vizinha de Iracemápolis conferir de perto o trabalho que o amigo Daniel Martins está fazendo com as crianças de lá. Ele, mestre em literatura e rapaz antenado nas artes, montou um grupo de teatro com atores mirins. Geralmente, esse tipo de iniciativa gera engulhos à intelligentsia que costuma ver coisas assim como "ai, que fofo, gente pobre tentando fazer teatro!".

Quem pensar assim do pessoalzinho de Iracemápolis, definitivamente, não acredita no ser-humano.

Daniel já havia me convidado para a peça anterior do grupo, "O Mágico de Oz". Não deu pra ir. Depois fiquei sabendo que a montagem das crianças era meio psicodélica, com trilha sonora do Velvet, Nick Drake, altas doses de humor nonsense. Quando anunciaram que o próximo espetáculo era "Macbeth", bem, pensei, devo ver isso com meus próprios olhos.

Que bom que assim pensei.

Peguei a galera aqui de casa e fomos para Iracemápolis. A apresentação aconteceu na sede da Associação dos Meninos Patrulheiros, uma casa sem muitos atrativos. Marcado para as sete e meia, amargávamos meia hora de atraso quando Daniel apareceu, esbaforido e tenso, dizendo que a maquiagem estava atrasada...

Eu, Karen, Dudu e Lia estávamos ouvindo as cigarras cantarem na bucólica paisagem iracemapolense, sem saber o que nos esperava.

A noite caiu e fomos conduzidos (um grupo de não mais que 30 pessoas) até uma casa nos fundos. Estava escuro. Bem escuro. E uma criança apareceu, de cajado na mão e fala firme, dizendo que "crianças iriam encenar a mais trágica peça de Shakespeare". Era assustador, mas o texto apontava para os cuidados que temos que ter com a "ganância" - e isso era um ensinamento que crianças podiam transmitir.

Ao entramos, porém, ao som de Laurie Anderson, no mais completo escuro, com lanternas acompanhando nossos passos, vi que a experiência estava mais para Grotowski que Stanislavski: fomos imersos em uma sala negra de alto calor que ia crescendo assim como foi crescendo a ganância do protagonista e a introjeção algo medonha dos pequenos atores em seus papéis/personagens.

Mateus Barreto (Macbeth) e Laine Silva (Lady Macbeth) formaram uma dupla explosiva. Ele, com um tique criado exclusivamente para o personagem, com um puxar de canto de boca em momentos de tensão de fazer um James Cagney suar de inveja e ela com a voz mais alta e imponente da trupe, sem gritar, mas com energia vital explodindo os pulmões, falando no ouvido-esponja do futuro rei da Escócia: "Você vaaaaaai ser rei!" foi de arrepiar - mesmo no infernal calor do pequeno galpão onde estávamos.

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Daniela Soares, Vanessa Tainá e Jamile Pedreira - todas entre 8 e 9 anos - fizeram as não menos importantes três irmãs bruxas do tempo de maneira bárbara. Sobrepondo vozes e falas, elas costuram cenas pulando por sobre cadeiras e mesas de colégio com desenvoltura de atletas e ótimo domínio de cena.

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Outro destaque vai para Fábio Vinícius que faz MacDuff, o segundo melhor guerreiro, ciumento e amargo de Macbeth. Como manda a tradição, Fábio é mais simpático que Macbeth e sua atuação não traduz ambiguidade. Talvez seja um papel ainda mais difícil de fazer mas Fábio caminha natural, como uma pequena criança que - ainda não adulta - já viu e viveu mais na dura vida que muitos dos homens que ali estavam o assitindo. Ali ou alhures.

Não podia deixar de falar do simpático bobo-da-corte ("Vale a pena acreditar no homem!")... E nem de Wesley Cedroni, o iluminador de cena. Ele ficava em cima de uma carteira escolar com os dedos em três interruptores, acendendo e apagando as luzes conforme a dramaticidade e o timing das cenas. Ele fez um trabalho bárbaro e profissional ali, com parcos recursos e não mais que 10 anos de idade.

Parabéns ao Daniel e ao seu grupo de teatro.

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E parabéns à Lia que, do alto dos seus dois anos de idade, acompanhou a peça toda, suando muito, prestando atenção, sem se incomodar, por uma hora e meia.
Só quis um suco de laranja e uma batatinha frita como prêmio.

Minha Segunda-Feira ficou melhor depois que o Dhamer indicou, via Twitter, a página com as tirinhas do Laerte na Folha.

Meu Deus, o Laerte é o melhor.

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Você encontra ali um pouco de humor ácido, sardônico e sutil, mas não é isso que se quer procurar ali. Laerte é um artista gráfico total, o único com a capacidade de, em poucas linhas, transmitir uma história inteira, gerar uma reflexão, gerar um impacto. Você ri alto com o Gonsales, você sorri com o Caco, você acompanha naturalmente e entende bem o universo do Angeli, você se pergunta de onde o Dahmer tira inspiração para seu humor amargo... Mas nas tiras do Laerte você pára - fica ali alguns segundos e, não raro, sente, quase de maneira palpável, uma idéia cruzar o seu sentimento.

Nem sempre se sorri com a face. Quase sempre o espírito gargalha e algo se revela.

Apdeite: E não é que o Laerte acaba de inaugurar um blog? (dica tb do Dahmer)

novidades

Novos blogs na Verbeat, dos amigos Sérgio Leo e Daniel Lopes.

Projeto maluco (desculpe o pleonasmo) de Jorge Exu Rocha, vale as gargalhadas de "La Vengeanza de Los Motomuchachos".sai exu.JPEG

Aqui pela casa, essencial post de Lucia Malla sobre o aquecimento global.

E eu nunca disse aqui, que fundei uma ONG, uma OSCIP na verdade, em 2001 e, neste ano, fui eleito presidente da mesma, estou (estamos) com vários projetos... a quem interessar possa, é o Instituto Macuco - Meio Ambiente, Cultura e Comunicação.

Decidido a rodar um pouco pela estrada ouvindo o Live in Chicago do Wilco que o Shiraga me emprestou, armei uma "reunião" com meu editor no sábado, por volta de 15h, na casa da excelsa criatura. Assim sendo, almocei cedo, beijei as crianças e fui pra Sampa.

O disco é bom, recomendo, combina bem com estrada.

O trânsito estava tranquilo e eram duas e pouco quando estava na Paulista. Passando pelo MASP encontrei aquele barzinho simpático, com mesas na calçada, apinhado de gente. O sol estava gostoso, decidi parar para tomar uma antes de ir para o encontro do Grande Misantropo Branco.

O nome do lugar é "Charme da Paulista", btw.

Sabia que Rênmero estava na cidade. (O quê? Você não sabia que o nome dele é Rênmero, assim, com acento???) Twittei com o Grande Índio Paraense e ele se comprometeu a me encontrar no tal local - afinal eu bem podia atrasar um pouco antes de me encontrar com o Pai Surdo de Todos os Novos Autores.

Pois então eu estava ali tomando uma Skol, tranquilo vendo o movimento da Grande Avenida quando... um sujeito imenso de barba ruiva veio se aproximando...

- Você não é o Biajoni?

Não, eu não estava sonhando: fui reconhecido em plena Avenida Paulista! Podem falar em sincronicidade, em física quântica, em, ér, RABO, mas o pior (ou melhor!), vem agora: esse cara e as duas pessoas que estavam com ele, ér, os três, aqueles três ali, em plena Paulista, ou melhor, em pleno "Charme da Paulista", eram... verbeaters!!!

Sim, sim, os três que passavam por ali e me reconheceram escrevem aqui, neste mesmo condomínio de blogs que eu. E salvo raríssimas ocasiões, creio que possamos dizer que esse sábado na Paulista foi O MAIOR ENCONTRO VERBEAT DE TODOS OS TEMPOS!

Vai dizer?

Era o Tiago, a Bia e o Bruno e aí a gente sentou e eu não consegui sair para encontrar O Editor.

Rênmero chegou com seu mp3 cheio de Joshs Rouse (é Jósh Rrrrause que pronuncia) e, em seguida, a querida Lucia Malla - que ficou pouco, tinha uma pizzada na seqüência. A Lucia é Interney mas também Verbeat, quem questiona?

:>)

Só sei que foi inusitado e massa, massa, massa.
A conta ficou ridiculamente baixa.
A gente PRECISA marcar um encontro nesse lugar de novo.
Foi mágico.
Obrigado pessoas.
Por terem me reconhecido e me aturado por mais de seis horas de beberagem.

Fosse eu o Bentinho
Deixava de charminho
E chamava o Escobar
Para um ménage-à-trois.

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o reverso?

A Há até pouco tempo, só tinha eu de Biajoni na internet.
O sobrenome da família, na verdade, é Biagioni. Minha grafia foi erro de cartório.
Mas não é que apareceu outro Biajoni?

É mole?

Juro que no primeiro momento eu li "Brasil Aviadado".
Me deu medo.
Depois deu mais.
:>)

mais velho

A maioria das pessoas pensa que fazer aniversário é somar um ano. Eu penso sempre que é um ano a menos.

Ontem fiz 38 - meu Deus, meu Deus, meu Deus! - e, pela correria tamanha, nem rolou o tradicional post de aniversário, olhe, gente, me dêem os parabéns!

Datas assim têm que servir para alguma coisa, além de, no meu caso, o constrangimento do pessoal que vem dar os cumprimentos e eu nunca sei o que dizer. "Obrigado, ér, eu devo ficar feliz por estar mais velho, é isso?".

Já que tem que servir para algo, penso sempre nos últimos anos, tento fazer uma análise dos últimos anos imediatos. Nossa, esses últimos 4 anos foram os mais radicalmente transformadores em toda a minha vida e esse ano aqui, ufa!, nem digo.

Há 4 anos eu estava solteiro mais uma vez, estava escrevendo muito, demais, rotineiramente; descrente do amor, havia enterrado o desejo de ter mais um filho; tinha vestido a túnica da vida modesta, decidido a viver de pequenos bicos, do pequeno talento da minha escrita. Decidido também a perambular um pouco por aí, pelo País, visitando e me aproveitando um pouco das dezenas de amigos que fiz na internet nesses 10 anos virtuais, e não sair de Americana jamais. Eu não tinha idéia, a mínima que fosse, de como minhas resoluções estavam irresolutas.

A liberdade que eu achava que respirava nem de longe era a liberdade que respiro em todos os meus disciplinados compromissos hoje. Com minha mulher, a linda Lia, o Dudu, em nova casa em Limeira, sem a mínima possibilidade de fazer a mais rápida viagem a Sampa para tomar uma cerveja com os amigos.

Se Kant estivesse vivo, meu caso poderia servir para um artigo da antinomia disciplina-liberdade.

E, quando eu vejo todas as mudanças desses 4 anos, quando desejo que as coisas se mantenham assim, uma estabilidade plácida, uma serenidade de lagoa sem vento, uma satisfação quase inócua por não-desejo, uma tranqüilidade budista, algo se agita e aponta para mudanças possíveis e também interessantes mostrando que a dinâmica da vida não admite projeções. Ou, pelo menos, não grandes projeções.

É viver um dia após o outro pois, apesar dos anos não se somarem - mas subtraírem-se -, ao contrário, os dias, para nós, se somam e se multiplicam em mais um paradoxo existencial.

Ficar mais velho me deixa um filósofo do caralho!

  • luiz biajoni
    é jornalista e escritor
    ma non troppito


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