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<title>É por aqui que vai pra lá?</title>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/</link>
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<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2008</copyright>
<lastBuildDate>Wed, 02 Jul 2008 18:24:53 -0300</lastBuildDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Coisas que me ensinaram depois de grandinho</strong></p>

<p>Quando eu estava aprendendo a dirigir, meu pai me disse que seria bom sempre estar prestando atenção ao que acontecia mais adiante, cem, duzentos metros à frente. O conselho revelou-se oportuno e utiliíssimo, até mesmo se aplicado metaforicamente a outras tantas situações da vida.</p>

<p>Me ensinaram também a ter um caderno e anotar coisas por fazer. O conselho revelou-se oportuno e utilíssimo não só para situações de trabalho. Porque memória é coisa muito boa, e tals, mas não a ponto de merecer confiança.</p>

<p>Aí me ensinaram que, se você está numa escada rolante e está sem pressa, o ideal seria ficar parado do lado direito, deixando o esquerdo livre pra quem está na correria. O conselho revelou-se oportuno e bom seria que todo mundo que pega trem aqui em São Paulo tivesse aprendido também.</p>]]></description>
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<category>Sei lá, mil coisas</category>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 18:24:53 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Precisamos falar sobre o Kevin</strong></p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="kevin.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/kevin.jpg" width="103" height="150" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span> Acabo de ler a última linha desse livro; ele está revolvendo aqui dentro. Sei que vai continuar assim durante um bom tempo.</p>

<p>Eu possivelmente jamais teria ouvido falar dele não fosse ter que dar pro amigo secreto do último natal uma dica do tipo de presente que não me deixaria frustrado. Entrei então no site da Saraiva e essa era uma das opções que estava por ali. O enredo pareceu interessante: estamos falando de um menino de 15 anos que assassina nove colegas de escola, doze dias antes do massacre de Columbine e quem conta a história é a mãe dele, através de cartas.</p>

<p>Lionel Shriver ouviu não de 30 editoras antes de alguém ter coragem de publicar algo que toque numa ferida nacional assim desse jeito. </p>

<p>Pois bem, trata-se de um livro excelente. Tem 463 páginas que você praticamente devora. Todas aquelas oficinas de escritores nos EUA, com suas dicas matemáticas de a quantas páginas tem que aparecer alguma coisa triste, de quantas em quantas páginas uma reviravolta ou a revelação de um segredo deve acontecer, etc, ajudaram bastante L. Shriver, mas este livro vai bem além do mero apropriamento servil dessas formulinhas (que é o que, por exemplo, <em>O caçador de Pipas</em>, um sucesso brutal, faz). Ele apresenta raciocínios argutos, insights brilhantes sobre a cultura do povo americano e sobre a alma humana de forma mais geral. É profundo, complexo e arquitetado com perfeição impressionante.</p>

<p>O livro disseca a tragédia de um lugar onde tudo funciona e todos têm a perspectiva de uma vida confortável, um lugar onde se cultiva com fervor a aparência de felicidade, mas cujo combustível para isso (comida, consumismo, debates políticos inócuos e algum sexo) se revela cada vez mais ineficaz.</p>

<p>A mãe do assassino se pergunta o tempo todo se a culpa foi sua, como todos, explícita ou tacitamente, dão a entender. Ao invés de eximir-se da culpa, ela disseca a vida em família desde o começo, reconstituindo minuciosamente as passagens marcantes e emblemáticas do caminho para a barbárie e você tem aquela sensação de <em>voyeur</em> devassando a intimidade de algo que o mundo inteiro vê só pelas lentes da encenação.</p>

<p>Acho que é um péssimo livro para alguém que ainda não teve filhos ler. Isso pode prejudicar a decisão de um dia procriar. Mas <em>Precisamos falar sobre o Kevin</em> <br />
é muito mais do que uma história sobre criação de filhos; é o retrato de uma sociedade que atingiu um sucesso tão retumbante em sua busca pelo bem-estar, que se permitiu defenestrar a Deus de sua vida.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/06/precisamos_fala.html</link>
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<category></category>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:05:54 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Kindle e a revolução</strong></p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="kindle.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/kindle.jpg" width="285" height="192" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span>Você já ouviu falar no <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B000FI73MA/ref=amb_link_6369712_1?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&pf_rd_s=center-1&pf_rd_r=01416F7GJKX74PTE6000&pf_rd_t=101&pf_rd_p=409471701&pf_rd_i=507846">Kindle da Amazon</a>? </p>

<p>Em poucas palavras, trata-se de um aparelho vendido a 359 dólares na Amazon.com através do qual você pode, a qualquer momento, baixar mais de cem mil livros, inúmeros jornais, revistas e blogs. Wireless. Você pode fazer isso de qualquer lugar. O Dowload dura em média um minuto. O aparelho é leve e foi desenhado para dar ao leitor a experiência de leitura em papel. Você não paga uma tarifa mensal, apenas a cada download, e os preços são cerca de um terço do valor dos livros em papel.</p>

<p>Há uns dez anos fui convidado a participar de uma mesa redonda para discutir o futuro dos livros. A conclusão mais ou menos unânime foi de que nada jamais substituiria a experiência de ler no papel. Portabilidade talvez fosse a razão principal que orientava a conclusão.</p>

<p>Como se vê, dez anos são suficientes para revoluções gigantescas hoje em dia. Tudo pode mudar radicalmente em muito menos tempo.</p>

<p>Imagino num futuro muito próximo escritores que vão lançar seus livros exclusivamente por esse sistema e, numa versão 2.0 do Kindle, haverá um fone de ouvido; assim, o escritor escolherá as músicas que deverão acompanhar a leitura, criando atmosferas, dialogando com o texto...</p>

<p>Kindle também representa um outro fato marcante: temos uma empresa que especializou-se em vender livros pela internet e tornou-se uma gigante assim. Temos a tecnologia avançando sobre os livros. Ela, então, toma a frente e desenvolve a convergência aparentemente perfeita da experiência (por lazer ou obrigação, não interessa) de ler com a tecnologia que tanto a ameaçava. Essa criatividade empresarial é a única salvaguarda das corporações imersas no epicentro dessa revolução que estamos testemunhando.</p>

<p>Como um leitor voraz que só tem os trens e metrôs de São Paulo para dar vazão a essa minha sanha por ler, eu não vejo a hora de ter o meu Kindle.  </p>

<p><br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/06/kindle_e_a_revo.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 15:28:49 -0300</pubDate>
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<title>Punch</title>
<description><![CDATA[<p>Eu sei que pode parecer que aprendi agora como se posta vídeos no blog, mas é só impressão. O fato é que descobri lá no iútchub um dos melhores momentos do Saturday Night Live dos últimos tempos. Como hoje é sexta, pára tudo e veja.</p>

<p>Não perda: </p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5rJXE2MztWc&hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5rJXE2MztWc&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/06/punch.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 13:16:53 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title>Agente 86</title>
<description><![CDATA[<p><strong>Agente 86</strong></p>

<p>E lá fui eu e senhora, cortando com nossos corpos encasacados o frio noturno que instalou-se ontem em São Paulo, assistir à pré-estréia de <em>Agente 86</em>. Tatiana, pega de surpresa, ia meio de má vontade achando que era um filme a la James Bond ou <em>A identidade Bourne</em> e só me acompanhando porque, afinal de contas, era cinema de grátis. A pobrezinha não tem idade para ter assistido às tripulias absurdas de Maxwell Smart. Quando viu no cartaz o Steve Carrel e a Anne Hathaway, suspirou aliviada. </p>

<p>Adianto aos meros mortais que não assistiram ainda que o filme tenta atualizar a atmosfera da série dos anos 70, mas optaram claramente pelo aspecto mais pastelão da comédia. A série tinha um humor histriônico e muitas vezes sutil, típico de um Mel Brooks em grande forma, revelando seu lado mais hilário na trama estrambótica. O filme não liga tanto pra isso, acaba querendo fazer uma paródia de 007 e apela para situações escancaradamente hilárias. É irregular, tem momentos chatos, mas 80% dele é constituído de cenas de ação realmente muito engraçadas. </p>

<p>Extremamente endorfinante, portanto. E tem aquele ar retrô que nós, trintões, adoramos respirar relembrando os bons tempos, em que a Band exibia Kung Fu na hora do almoço e Agente 86 no final da tarde, e quando tudo o que um ser humano normal poderia aspirar na vida era ganhar uma bicicleta no Bozo.</p>

<p>* * * * * * * * * * * * *<br />
Anne Hathaway, uau, quem diria! Aquela coisinha "quase lá" de<em> O Diabo veste Prada</em> chegou lá e com folga.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/06/agente_86.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 10:37:55 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Gato fedorento e o acidente aéreo</strong></p>

<p>Sexta-feira é um momento oportuno para refletirmos na fragilidade da vida. Esta cena de um programa de TV português da mais alta seriedade parte de um terrível acidente aéreo para induzir-nos a essa sorte de tergiversações profundas.</p>

<p>Confira:</p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UyLqcSwx9Xo&hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UyLqcSwx9Xo&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
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<category></category>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 11:21:52 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p>Rosângela é uma mulher muito sofredora. Tudo acontece com ela, tragédia atrás de tragédia. Pergunta: aonde ela mora?</p>

<p>A resposta a esse palpitante enigma segue no final deste post.</p>

<p>* * * * * * * * * * </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="amy win.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/amy%20win.jpg" width="124" height="124" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Esta foto linda de morrer de Amy Winehouse está aqui por uma singela razão: não faço idéia de quem seja Amy Winehouse. Todo dia que eu abro o jornal vejo "Amy Winehouse  faz isso ou aquilo", ou "Não Sei Quem posa de Amy Winehouse". Sei que tem um site que recolhe apostas sobre quando Amy Winehouse vai morrer. Sei que trata-se de uma guria que vive um tanto dissolutamente. Fora isso, nada. Se é compositora, se só canta, qual o timbre de sua voz, com o estilo de sua música, se defende as baleias do pantanal, se é revoltada com o mundo. </p>

<p>Não saber nada sobre um ícone pop que freqüenta as páginas dos jornais tão diuturnamente é um sinal indelével de que sou mesmo um trintão. Há quinze anos eu conhecia tudo o que rolava no mainstream e ainda me sentia na obrigação de conhecer as bandas B inglesas (tipo SlowDive, vide dois posts abaixo), o cinema de Krzystoff Kieslowski e alternativices que tais. Eu sabia quando Zizi Possi lançava um CD novo e quais os projetos em andamento do Spielberg. Em suma, eu era um cara mais bem informado.</p>

<p>Passei por um período de limpeza cultural, vendo muito poucos filmes, ouvindo só velharias e uma ou outra coisa nova que devassava a cortina de isolamento que me auto-impus e dedicando-me a música e literatura sacras. Passada essa fase, olho para a indústria cultural sem a fome de antanho. Pouco se me dá se ligo a TV no Grammy e noto que não conheço ninguém ali. Não ligo se vou ver um filme que me despertou interesse dois meses depois de lançado em vídeo.</p>

<p>Talvez eu haja notado que cultura demais, cultura consumida todo santo dia, pode entupir certas artérias e empanar até mesmo a própria capacidade de apreciação de cultura. Pode atrapalhar a intenção primeira da vida, que é viver.</p>

<p>* * * * * * * * * </p>

<p>Resposta óbvia ao engimático enigma de arriba: Idaho.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/06/rosangela_e_uma.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 17:30:42 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>A vingança dos Feitosa</strong></p>

<p>Durante quatro dias em nossa viagem de férias, assaltamos impiedosamente a geladeira dos Feitosa em Collegeville, Pennsylvania (nunca lembro qual é a grafia exata desse lugar, credo). Não contentes com o bagelcídio (assassinato massivo de bagels) e com o cerealicídio (o mesmo em relação a cereais matinais) praticados no solar dos Feitosa, usamos sua casa como depósito de sacolas de compra a um ponto tal que ninguém mais lembrava a cor exata do carpete, que não se via mais.</p>

<p>Pois a vingança vem a cavalo (ou de Delta Airlines, no caso). Os Feitosa, capitaneados pelo físico maluco Klebert e pela blogueira recém empossada no olimpo do PhD <a href="http://mamaintranslation.blogspot.com/">Lilian</a> chegaram ao solar dos Brasil Lima na última sexta-feira trazendo um número minúsculo de malas minúsculas e os herdeiros daquele latifúndio pennsilvannyano. </p>

<p>Como fazer compras no Brasil é coisa de retardado, especialmente quando se mora por lá, continuamos vendo muito bem a cor de nosso carpete de madeira. Como os meninos deles são moderados, nosso estoque de pão Wyckbold continua em bons níveis. E, para melhorar, eles trouxeram na bagagem duas caixas do cereal à base de nozes pecã que eu adorei e um exemplar de <em>The Divine Conspiracy</em>, o livro que, quando estive por lá, fiquei babando de vontade de ler. De tudo isso o que se conclui é que eles são péssimos vingadores e que vamos precisar recebê-los em casa mais umas vinte vezes para pagar a hospedagem que tivemos por lá. </p>

<p>Na verdade, em prol de nossa sanidade social, acho que a cada mês e meio deveríamos ter em casa amigos com quem é difícil parar de conversar mesmo vendo no relógio que são duas da manhã e que no dia seguinte a luta começa cedo. Isso é muito endorfinante.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/06/a_vinganca_dos.html</link>
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<category></category>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 09:31:50 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Teste de honestidade</strong></p>

<p>O CQC (programa que a rede Bandeirantes exibe às 2as feiras à noite e que é uma franquia de uma idéia argentina) deu uma refinada na antiga e infame pegadinha. O verniz de dignidade conferido a ela é testar, na frente das câmeras, a honestidade de incautos passantes pelo passeio público.</p>

<p>Ontem, por exemplo, exibiram matéria em que o "repórter" (está mais para humorista cara de pau) perde um celular em calçada e fica filmando para ver se alguém pega. Numa das ocasiões, um sujeito pega e sai andando com o celular. O repórter, então, liga para esse número e pergunta onde foi encontrado o aparelho, que ele o havia perdido e precisava muito dele, etc. O cara começa a dizer que está dentro de um carro, indo pra não sei onde, e aí o repórter, falando ainda falando com ele, aparece na frente dele - o sujeito estava de pé na calçada, tentando dar um perdido no aparelho. Na pior seqüência, uma mulher pega o celular e simplesmente não atende aos chamados insistentes do repórter que está ligando para ele. Ela entra em um salão de cabeleireiros e eles vão atrás, perguntando por um celular, e a mulher, na cara de pau, diz que não sabe de nada. Eles dão milhões de chances de ela dizer: "ops, esqueci, olha aqui o celular" - se bem que na mira das câmeras... - mas a mulher fica o pé, diz que vai à polícia, etc. O repórter pergunta se ela acha os políticos honestos, o que ela acha de gente desonesta, e todas as respostas são as padrão, só que ela não devolve o aparelho. Enfim, eles precisam chamar a polícia para ir lá buscar o celular deles de volta.</p>

<p>No final da matéria o tal repórter conclui que a classe política é o fiel retrato do povo. </p>

<p>Embora possamos discutir se é válido expor assim escancaradamente as mazelas do caráter humano na TV, se isso não é tão apelativo quanto as tais pegadinhas infames, o fato é que o quadro é de uma perspicácia ímpar e comprova um fato que eu observo desde pirralho: a corrupção não é da classe política, da polícia, dos fiscais de impostos nem dos donos de padaria que roubam no troco; ela é generalizada, está em todos os níveis, em todos os lugares, só variando sutilmente na gradação do nível de malandrice. </p>

<p>Por exemplo, eu embora conviva num meio de classe média, boa parte dela cristã professa, conheço quem compre notas fiscais para engordar o abatimento do Imposto de Renda e que, inobstante esse fato, refere-se aos Malufs e Paulinhos (pra citar um recente) com ódio exemplar. Eles dificilmente se veriam num mesmo saco, pois justificam seus atos como uma resposta ao surrupiamento anterior, histórico, do qual ouvem falar desde pirralhos. Mas não dá pra fugir: é tudo a mesma coisa.</p>

<p>Cá entre nós, eu preferiria que esse negócio de representatividade não fosse levado tão a sério. Melhor seria se a classe governante fosse uma certa elite moral, pessoas acima dessa média nauseabunda do nosso povo, mas parece só cair em evidência quem justamente reforça os traços gersonianos latentes em sua brasilidade. Pena.</p>

<p>* * * * * * * *</p>

<p>Quanto ao CQC, se rir é o melhor remédio, tenho imunidade por um bom tempo. Ri muito. Claro que, como o humor do programa anda no limiar do bom gosto, algumas vezes resvala-se para o lado do grotesco e do mau gosto. O teste de QI aplicado a uma atriz pornô foi um desses momentos. </p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/06/teste_de_honest.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 10:47:27 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p>Se tem dias em que você fecha os olhos e ouve uma música que há pelo menos 15 anos não ouve, é porque ela tem o potencial de descrever bem o seu estado de espírito atual. </p>

<p>Portanto, <em>Catch the breeze</em>, Slowdive:</p>

<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uVY9p1IHops&hl=en"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uVY9p1IHops&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/05/se_tem_dias_em.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 13:58:57 -0300</pubDate>
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<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Bilhete:</strong></p>

<p>Desejo a TODOS os cariocas uma excelente noite. Ao menos futebolisticamente falando.</p>

<p><em>Post teclarvm</em>: esse negócio de torcer <em>contra</em> é apelação, eu sei, mas dá um prazer quase igual ao do torcer a favor. ¡Avante, muchachos!</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/05/bilhete_desejo.html</link>
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<category></category>
<pubDate>Wed, 28 May 2008 19:52:35 -0300</pubDate>
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<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Pugilato</strong></p>

<p>Contei para alguns amigos dos tapas que levei de um sujeito chamado Brennan Manning, um escritor católico respeitado em boa parte do espectro do cristianismo (que, como se sabe, é extenso demais; impossível ser uma unanimidade nele). Aí o Mario Jorge Lima me mandou um e-mail falando "pega só esses jabs que eu levei dele":</p>

<p><em><br />
"De forma muito simples, nossa profunda gratidão a Jesus Cristo não é manifesta no ato de sermos castos, honestos, sóbrios e respeitáveis, nem freqüentadores de igreja, carregadores de Bíblia e cantores de Salmos, mas em nosso profundo e delicado respeito uns pelos outros."<br />
 <br />
"A religião falsa e manipulada produz efeito oposto. Quando a religião demonstra desdém e desrespeita os direitos das pessoas, mesmo alegando os pretextos mais nobres, ela nos afasta da realidade e de Deus. Podemos aplicar 'linguagem reversa' à religião, e fazer da religião uma fuga da religião."<br />
 <br />
"O modo como somos uns com os outros é o teste mais verdadeiro de nossa fé. Como trato um irmão ou irmã no dia-a-dia, como reajo ao bêbado importuno marcado pelo pecado na rua, como respondo a interrupções de pessoas de quem não gosto, como lido com gente normal em sua confusão normal num dia normal, pode ser melhor indicação da minha reverência pela vida do que um adesivo contra o aborto preso ao pára-choque do meu carro."<br />
</em></p>

<p>* * * *</p>

<p>Engraçado mesmo que respeitemos quem nos espanca desse jeito. </p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/05/pugilato_contei.html</link>
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<category>Sobrefé</category>
<pubDate>Mon, 26 May 2008 10:36:19 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Os perigos da tecnologia</strong></p>

<p>Ao ser divulgada esta notícia <a href="http://www1. folha.uol. com.br/folha/ informatica/ ult124u402411. shtml">aqui</a>, sobre a mulher que inventou um perfil falso do MySpace para atazanar a filha adolescente, que acabou se matando, discuti com amigos o caso. A idéia geral era de que a mesma coisa poderia ter acontecido, com outras ferramentas, se a internet não existisse. Mas não há dúvidas de que a internet torna a coisa mais atraente, dá aquela sensação de ser algo fácil e impune.</p>

<p>Mas não precisamos ir longe para conhecer os perigos da tecnologia. Meu amigo, por exemplo, estava com a cabeça meio zonza de tanto trabalho e sentiu que precisava desestressar.  Notou, então, que as duas meninas do contas a pagar, amigas inseparáveis, haviam ido ao banheiro uma bem atrás da outra. Sem pestanejar, ele abriu o MSN e fez a seguinte piadinha infame olhando para o seu estagiário ali perto: <em>"São tão amigas que uma faz e a outra vai cheirar"</em>. </p>

<p>Depois de um tempo vem a resposta: <em>"Desculpe, não entendi"</em>. Só então ele percebeu que ao invés de postar seu comentário sardônico no msn do estagiário, postou foi no de uma delas. Ele respondeu que estava no meio de uma conversa com outra pessoa, tentou achar uma boa desculpa, mas meio sem saber se com sucesso.</p>

<p>Mais tarde ele acabou demitido. Não se sabe se o fato teve alguma relevância. Não se sabe sequer se as tais meninas chegaram a entender o que havia ocorrido. O que se sabe é que, antes que as máquinas do Exterminador do Futuro tomem conta de tudo, vamos sofrer cada vez mais.<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/05/os_perigos_da_t.html</link>
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<category></category>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 15:25:24 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title>Cidadãos do mundo, o sufoco, a ponte estaiada e outras notas</title>
<description><![CDATA[<p><strong>Cidadãos do mundo, o sufoco, a ponte estaiada e outras notas</strong></p>

<p>i.</p>

<p>Narrei alguns posts abaixo impressões de minha primeira viagem ao exterior. Pois hoje notei que há ainda impressões sobre o fato, mas de um tipo específico, que precisam maturar para emergir. </p>

<p>E foi depois de sentir muita saudade de bagel e de Ben & Jerrys, da Keiko e do Johnny, da Lilian e do Klebert, depois de ver nos estádios de baseball que o Sportscenter mostra placas de redes de loja que eu agora conheço, de ver lugares no Friends ou sei lá onde que eu conheço.</p>

<p>Notei hoje, portanto, que o mundo é muito grande e que talvez eu haja dedicado tempo demais a uma porção muito acanhada dele. </p>

<p>Sempre tive uma mal disfarçada inveja de amigos com uma vocação inata para cidadãos do mundo. Cresci num meio de classe média-baixa, onde viagens internacionais eram altamente improváveis, mas ainda assim alguns meteram os peitos e voaram sem olhar para trás. Muitos deles perderam por completo o senso de pertencimento a um solo específico e continuam voando até hoje. </p>

<p>Aí eu penso que conheço bem demais as mesmas esquinas, acompanhei de perto demais as alterações na fisionomia de uma porção muito restrita desse mundo que é enorme, uma porção pequena demais se comparada a todo o mundo que está ali fora e que até há pouco me parecia pertencer a uma realidade paralela, uma outra dimensão qualquer. </p>

<p>Não é uma angústia. É um daqueles momentos em que a gente olha para trás, para a vida que teve e se pergunta, meio que divertido, "e se...?", como os gibis de heróis que eu lia quando adolescente ("E se Flash Thompson tivesse sido picado pela aranha radiativa?" "E se Galactus tivesse vencido o Quarteto Fantástico?"...)</p>

<p>Aí ecoa uma citação, que eu não consigo lembrar de quem (Fernando Pessoa?): "Para ser universal, sê provinciano", ou algo do gênero. Ou seja, o universo inteiro está aqui, no meu círculo diminuto. mas é preciso ter o olho, o ouvido e o coração abertos para notar.</p>

<p>ii. </p>

<p>Tomei um táxi às 08h20 para estar no aeroporto de Congonhas no máximo às 09h00 para pegar um vôo às 10. Só que um trânsito surreal me fez chegar às 09h40. Corri naqueles terminais de auto check in só por desencargo de consciência e para minha surpresa a máquina cuspiu o meu bilhete, que dizia que o embarque começava quinze minutos atrás. </p>

<p>Corri até o portão de embarque e consegui ainda entrar no avião. É que se eu cheguei 10 minutos depois do horário limite para o check in (meia hora antes da decolagem em vôos domésticos), o vôo atrasou 15.</p>

<p>Acomodei-me na espremida poltrona agradecendo a Deus o fato e pensando que São Paulo está muito perto do colapso. Até lá, viveremos o sufoco.</p>

<p>iii.</p>

<p>Duas horas e meia de Confins-MG a Divinópolis, meia hora de audiência e mais 2 horas e meia de volta. Sorte máxima foi a locadora ter-me dado um up grade de carro. Peguei um Vectra, e não o carro popular que havia reservado, o que me fez chegar menos moído do que deveria.</p>

<p>O que achei da viagem? Vislumbres do Brasil do futuro ao cruzar o parque industrial da grande BH (o Brasil de vocação para grande - <em>"ai essa terra ainda vai cumprir seu ideal/ainda vai tornar-se um imenso Portugal...")</em>, muito mato alto na beira do caminho, pista de mão única cheia de caminhões enervantes e um ódio moderado da oferta de rádios para me fazer companhia ao longo do caminho. E mulheres bonitas em abundância, como sói ser em Minas, a terra de 2 mulheres para cada homem.</p>

<p>iv.</p>

<p>Agora na volta passei por cima da recém-inaugura ponte Octavio Frias Filho, a Ponte Estaiada. No peito, um misto estranho. Minha porção mais esquerdista lamenta o desperdício de dinheiro numa obra dessa envergadura quando linhas de metrô a mais fazem tanta falta à cidade do quase-colapso. Mas minha porção deslumbrada se envaidecia da beleza da obra, como uma patricinha com os olhos brilhando pela aquisição de uma nova Fendi, calculando o efeito que a aquisição faria nas outras meninas.</p>

<p></p>

<p><br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/05/cidadaos_do_mun.html</link>
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<category>Navegações</category>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 23:59:05 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Famílias felizes, Homem de Ferro e Dicas de Sedução</strong></p>

<p>i.<br />
No aeroporto de Congonhas estão distribuindo gratuitamente uma revista chamada Welcome Congonhas há já um ano. Na última página da edição 13 há um belo texto escrito por Fabio Hernandez, que até então eu desconhecia por completo. São notas de reflexões disparadas por uma sessão de antigos slides encontrados por seu irmão com cenas de família. O pai do escritor morreu quando ele ainda era bem jovem e é a ausência dele que é cantada nas linhas da crônica que li.  </p>

<p>O que me angustiou um pouco foi esse trecho do texto: <em>"As cenas recapturadas por Eddy centravam-se numa única época. Se fosse sintetizar essa época, diria o seguinte: os últimos dias em fomos felizes".</em></p>

<p>Não sei se ele queria dizer felizes como uma família, como uma pequena coletividade de pessoas reunidas por laços de sangue e afeto, ou se queria dizer que os membros daquela família inteira deixaram de ser felizes irremediavelmente por conta da ausência da figura do pai. Entende a diferença? Ele poderia até ser feliz, sua mãe também e seus irmãos, mas a família deles não. </p>

<p>Não importa, na verdade. Não sei se o fato de eu estar dentro de um avião, longe da minha família, me sugestionou de leve, mas foi inevitável pensar no que ocorreria se eu morresse. O que seria da Tatiana, do Eduardo e do Davi? Minha supressão os condenaria à infelicidade? Sei que há gente egoísta o bastante para isso, mas de certa forma, se eu acreditasse em consciência no pós-morte (não acredito. Acredito em ressurreição, como fala a Bíblia, são coisas bem diferentes), o fato é que eu me sentiria um fracassado se minha família fosse infeliz por eu não estar mais lá. </p>

<p>Porque penso que felicidade é mais que contentamento. Este passa. É um estado de espírito. O outro está fundado em algo que não muda. E eu tenho cá pra mim a pretensão de estar contribuindo pra que eles todos sejam felizes, não contentes.</p>

<p>* * * * * * * *<br />
ii.<br />
Audiência cancelada. De repente, uma infinidade de tempo livre. Um shopping (bem bonito, aliás) bem ao lado do forum. Fui lá então e comprei ingresso para assistir ao único filme em cartaz: Homem de Ferro. Só precisei esperar meia hora para começar a sessão legendada.</p>

<p>Well, eu já fui um grande aficcionado em quadrinhos de heróis, mas o Homem de Ferro, junto com Thor, Capitão America, Flash, Lanterna Verde, sempre foi do tipo coadjuvante, do tipo que todo mundo conhece mas pouquíssima gente se apaixona, do tipo que rara, muito raramente, rende uma boa história.</p>

<p>Não esperava muito, e talvez por isso me supreendi agradavelmente. Recebeu, ainda na metade do filme, o título honroso de melhor adaptação dos quadrinhos para o cinema que eu tive ocasião de ver. Melhor até que X Men, detentor do posto até então. </p>

<p>Homem de Ferro, filmado no recém inaugurado estúdio próprio da Marvel Comics, tem um roteiro menos bobo que a maioria das outras adaptações, com diálogos ágeis e inteligentes, atores excelentes (Gwineth Paltrow, que saudades de você! E o Downey Jr. está sensacional como Tony Stark, e Jeff Bridges faz um vilão muito, muuuuuito bem. Fica até feio pros caricatos demais Willem Dafoe e Colin Farrell) e efeitos pra lá de convincentes. Mais que isso, umas pitadas de humor inesperadas dão um bom tempero. </p>

<p>Faltaram cenas de ação. Dá pra contá-las nos dedos, mas ainda assim, em matéria de filmes desse gênero, o saldo fica francamente positivo.</p>

<p>* * * * * * *<br />
iii.<br />
O mapa de Balneário Camboriú que me deram ficava no meio de um tipo de almanaque cheio de anúncios de restaurantes, hotéis, lavanderias e coisas assim e recheado de "matérias" interessantíssimas. Nenhuma delas, contudo, melhor do que as dicas de sedução. </p>

<p>Coisas do tipo: jogue a cabeça para trás; mexa nos cabelos; ante na frente dele com postura ereta, olhar fixo e determinado em algum ponto atrás dele e os quadris ondulando suavemente; vire o rosto para ele num ângulo de 45 graus, sorria e olhe para baixo... Todas as dicas vinham numa certa ordem cronológica da sedução e com explicações sensacionais da razão de ser de cada um dos "passos" da conquista, coisas como: "fazendo isso é como se você estivesse dizendo 'veja como eu sou vulnerável. Você poderia me apanhar com uma só mordida'".</p>

<p>Mulheres, corram para Balneário Camboriú e peçam o seu! </p>

<p>* * * * * * * * * * * * </p>

<p>E minha encheção de linguiça vespertina é interrompida pelo celular esperneando. Do outro lado, a senhora dona do castelo me dizendo que Davi deu seus primeiros passos. Assim, sem mais nem mais, levanta e sai andando e fica olhando pra todo mundo, orgulhoso com a admiração geral levantada. Eu trocaria a paisagem catarinense, com aquele céu azul e aquele mar ressabiado mas verde, por essa cena, fácil fácil.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/05/familias_felize.html</link>
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<category>Sei lá, mil coisas</category>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 12:31:28 -0300</pubDate>
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