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<title>É por aqui que vai pra lá?</title>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/</link>
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<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2010</copyright>
<lastBuildDate>Thu, 10 Dec 2009 18:56:52 -0300</lastBuildDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>ThinkGeek</strong></p>

<p><a href="http://www.thinkgeek.com/">Discover of the month. </a></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/12/thinkgeek.html</link>
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<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 18:56:52 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Espiral misteriosa no céu da Noruega</strong></p>

<p>Deu no <a href="http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/espiral-misteriosa-no-ceu-na-noruega-09122009-36.shl">InfoPlantão</a> de ontem:</p>

<p>SÃO PAULO - Uma misteriosa espiral de luz pairou nos céus da Noruega na noite de ontem, deixando centenas de residentes no norte do país intrigados.</p>

<p><br />
Segundo reportagem do Daily Mail, das cidades de Trøndelag a Finnmark, moradores disseram ter presenciado as estranhas luzes, que acreditam ser um meteoro ou um teste de foguetes russo. </p>

<p><br />
O fenômeno começou quando uma luz azul surgiu de trás de uma montanha, parou no meio do ar e começou a girar. Em segundos, uma espiral gigante teria se formado e coberto o céu.</p>

<p><br />
Então, um feixe azul-esverdeado de luz saiu de seu centro, durando entre dez e 12 minutos antes de desaparecer completamente. A reportagem afirma que, segundos após o incidentes, o Instituto Meteorológico da Noruega foi inundado de telefonemas - e que muitos astrônomos não acreditam que as luzes estejam ligadas às auroras, fenômenos comuns na região.</p>

<p><br />
O Controle Aéreo de Tromsø alegou que o acontecimento durou apenas dois minutos, mas admitiu que foi muito tempo para ser um fenômeno astronômico.</p>

<p><br />
Em entrevista à imprensa norueguesa, o pesquisador do Observatório Geofísico de Tromso Truls Lynne Hansen disse ter certeza de que a luz foi causada por um lançamento de míssil - que, provavelmente, teria perdido o controle e explodido.</p>

<p><br />
O porta-voz da Defesa Norueguesa Jon Espen Lien teria dito que os militares do país não sabiam do que se tratava, mas que era provavelmente um míssil russo.</p>

<p><br />
No entanto, ainda segundo o Daily Mail, a Rússia negou ter feito qualquer teste de mísseis na região.</p>

<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lYvM68AtlbA&hl=pt_BR&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lYvM68AtlbA&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/12/espiral_misteri.html</link>
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<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 14:51:22 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p>Minha teoria rastaquera sobre filmes bons diz que um filme é bom quando ele te acompanha uns dias. Você não esquece as cenas ou as impressões que ele causou continuam reverberando. </p>

<p>Claro que tem filmes ruins que fazem isso, especialmente aqueles que te agridem gratuitamente, portanto minha teoria rasteira só se aplica àquelas lembranças positivas ou tão profundas que mexeram em caixas que você tinha esquecido que tinha dentro de si.</p>

<p><em>Quem quer ser um milionário?</em>, que eu só vi agora, é um bom filme, sem dúvida alguma. Sobre ele eu havia ouvido comentários dizendo que não era assim coisa pra Oscar nem nada. Peço licença pra discordar. Baita filme, com tudo o que um bom filme deveria ter. Tecnicamente apurado, com atuações convincentes, capaz de te surpreender (não no desfecho, mas ao longo dele). Além disso, revela detalhes de uma realidade parecida atordoante, embora tão parecida com a nossa aqui.</p>

<p>Esses dias vi pencas de filmes. Alguns bons, outros descartáveis. <em>Slumdog Millionaire</em>, suspeito, seja do tipo que fica, que permanece comigo, andando por aí.</p>

<p>O povo não gostou dele nem de Crash, dois flmes de que gostei bastante, o que me faz ficar alinhado com a academia e que me desautoriza como crítico cinematográfico automaticamente, mas tô nem aí.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/10/minha_teoria_ra.html</link>
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<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 17:48:13 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p>O amor, quando nem é ainda propriamente amor, porque num estágio embrionário, até que pode ser definido como um sentimento, mas para ser e continuar sendo amor vai precisar passar por um instante de decisão. O amante <em>decide</em> amar a outra pessoa. O amor, portanto, tem menos que ver com hormônios, afetos e humores sem direção e mais com atitudes coerentes com uma decisão tomada.</p>

<p>Não fosse assim Deus não haveria ordenado: <em>"maridos, amai vossas esposas"</em> ou "<em>um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros". </em>Não fosse assim ninguém prometeria amar outra pessoa no altar pelo resto da sua vida, porque ninguém pode prometer sentir frio, fome, alegria ou saudade constantemente e pelo resto de sua vida. Ao dizer "eu prometo", o amante está dizendo: "eu decidi. Deus me ajude a ser coerente com minha decisão".</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/10/o_amor_quando_n.html</link>
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<category>Sei lá, mil coisas</category>
<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 16:10:06 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Sobre duas ex-canções</strong></p>

<p>Houve um tempo em minha vida em que eu bem poderia cantar a canção dos Titãs:</p>

<p><em>o acaso vai me proteger<br />
quando eu andar distraído</em> </p>

<p> Mesmo depois de haver me convertido de fato à fé cristã, seria só trocar "acaso" por "meu Deus", mas eu poderia continuar andando distraído por aí. Sei lá, talvez fosse o temperamento, personalidade, mas eu era assim, um tanto inconsequente. Não tinha medo de muita coisa, sentia que algo maior me protegeria, e, se não protegesse... bem, eu não pensava muito nisso. E, por não fazê-lo,  saltava de pedras sem me certificar muito bem do que havia embaixo, andava de madrugada pelas ruas do Capão Redondo e coisas assim. Além desses perigos físicos que corria, tinha absolutamente certeza de que seria feliz, dizia a quem me perguntasse que a felicidade era algo que vinha de dentro pra fora e deveria ser independente de qualquer situação exterior, exatamente porque não tinha muito medo.</p>

<p>Nesse tempo havia também uma outra peculiaridade. Tive uma ou outra paixão mais intensa, mas não havia chegado a amar alguém. Passei até uns bons anos sem namorar. Eu citava, meio jocosamente, para quem vinha conversar comigo sobre o fato, o verso de Cantares: "não desperteis o meu amor até que ele o queira". Eu afetava uma despreocupação com o fato que não era lá um primor de honestidade. No fundo eu temia que meu amor fosse do tipo que não acorda jamais, temia que pudesse ter alguma incapacidade congênita de amar. Colocava meu vinil dos Smiths pra tocar e enquanto eles cantavam </p>

<p><em>I know I'm unloveable<br />
you don't have to tell me</em></p>

<p>eu cá com os meus botões pensava que aquela podia ser a música da minha vida. </p>

<p>Mas aí tudo mudou. O amor apareceu. Entrou por uma porta insuspeitada, chegou decidido e cravou a sua bandeira no solo ainda sem dono do meu coração. Não havia mal congênito nenhum,  a felicidade que eu tinha muita certeza que teria não haveria de ser de um tipo mais raro ou exótico, não, poderia ser do tipo ordinário, o tipo que envolve, entre outras coisas, uma relação de um homem com uma mulher.</p>

<p>Eu não notei imediatamente, contudo, um efeito colateral dessa revolução. Comecei a perder o apetite por pular de pedras e coisas afins, mas só fui notar de fato que algo mais havia mudado quando vieram os filhos. Eles me fizeram descobrir que as coisas têm pontas, e que a altura de uma cama ou um sofá pode ser um abismo temivel. E hoje eu sinto meu estômago revirar ao ouvir falar dos perigos deste mundo. Eu hoje sei que sou capaz de sentir medo.</p>

<p>Amor e medo, descobri, andam de mãos dadas porque quando você ama de repente o seu bem estar, sua felicidade dependem do bem estar de uma outra pessoa, e isso é algo completamente alheio a você, é algo que você não pode controlar. Você pode até colocar protetores de borracha nas pontas e tampar as tomadas e checar as amizades, os horários, os entretenimentos e tudo, mas seu poder de controle será sempre limitado. Especialmente porque você sabe que essa outra pessoa vai poder fazer escolhas e ela as fará, um dia ela vai escolher.</p>

<p>Não é com a mínima ponta de nostalgia que lembro do tempo em que eu andava distraído e me sentia incapaz de amar. A felicidade ordinária me cai muito bem. Sou cheio de gratidão a Deus por ver que Ele, com paciência e amor me conduziu a ela e prefiro mil vezes as novas canções que Ele me deu àquelas outras. Mesmo com o medo ao qual fui tardiamente apresentado.</p>

<p>E por saber que amor envolve medo e por me sentir muito, gigantescamente amado, não posso deixar de sentir um pouco de pena de meu Deus. Imagine o tamanho do medo dEle. Afinal de contas, neste exato instante há mais de 6 bilhões de objetos desse amor rasgado fazendo suas escolhas.</p>

<p>Qual é a sua?</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/09/sobre_duas_ex-c.html</link>
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<category>Sei lá, mil coisas</category>
<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 10:38:49 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Ritmo</strong></p>

<p>De quando em quando achamos uma coisa que realmente vale a pena dividirmos com outros. </p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dtXHHXfrjx4&hl=pt-br&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dtXHHXfrjx4&hl=pt-br&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/08/ritmo_de_quando.html</link>
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<category>Sobrefé</category>
<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 16:23:49 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Bernardo e eu</strong></p>

<p>Eu queria casar e não tinha onde morar. Mas havia uma alternativa: uma velha casa da família, ali perto do idílico Capão Redondo, em São Paulo. A Tatiana topou, mas com uma condição: precisávamos de um cachorro. Afinal de contas, estaríamos no Capão Redondo (que, para quem não conhece, "idílico" não se aplica se não como ironia abusada). Eu disse: ok, mas eu nunca tive cachorro, não vejo graça, não vou limpar, lavar, tratar, passear, nada, fica tudo contigo. Foi aí que conhecemos Bernardo.</p>

<p>Ele era um dos filhotes recém nascidos do Johnny, o weimaraner filho de weimaraner com um fila, de uma amiga nossa, a Fernandinha. Por ser filho de fila, Johnny conserva todas as características do weimaraner, tem pelos de um cinza brilhante e olhos claros, mas é gigantesco. Um herdeiro dele parecia ideal para cuidar de uma casa no Capão Redondo.</p>

<p>Bernardo nasceu em janeiro de 2000. Casamos em abril daquele ano e ele mudou-se conosco para nosso ninho de amor. Tivemos dó de cortar-lhe o rabo, como acontece sempre com a raça. </p>

<p>Era um filhote, e um macho, o que fazia dele alguém muito chegado a brincadeiras mordendo a barra da calça, o tênis, a mão, etc. Como minha recém esposa não leva jeito pra coisa, eu é que comecei a ficar correndo atrás do Bernardo quintal afora. Como minha recém esposa também vivia cheia de mil coisas para fazer, eu é que comecei a, a contragosto, limpar o quintal e passear com o Bernardo. Moral da história, todas as minhas condições foram jogadas pra baixo do tapete e eu me tornei o grande companheiro do meu filho peludo de olhos cinzento-esverdeados.</p>

<p>Bernardo cresceu conosco. Ele estava lá quando um vendaval arrancou o telhado da casa; assustado, mas preocupado em aplacar o pânico da Tatiana, que estava sozinha em casa na hora. Ele estava lá quando o Dudu nasceu e nunca manifestou nenhuma sombra de ciúme, pelo contrário, tinha com meu primogênito uma relação muito próxima de uma espécie de reverência. As melhores fotos que temos dele são dos banhos de sol no quintal, ele deitado todo espichado ao lado do cadeirão do Dudu enquanto este pintava alguma coisa com giz de cera.</p>

<p>O Bernardo sorria. Sim, é verdade, ele sorria. Ele arreganhava a boca mostrando uns dentes sempre que chegávamos depois de uma viagem. Fazia isso também quando o flagrávamos depois de destroçar os sacos de lixo. Nunca vi um cachorro que sorrisse, mas o meu era assim.</p>

<p>O Bernardo estava lá quando o Davi nasceu. Para o Davi nascer, houve condições também. Precisávamos mudar de casa, ir para um lugar mais seguro. Depois de rodar muito, achamos uma casa em um condomínio fechado que parecia ideal, mas tinha um problema: o quintal era minúsculo. </p>

<p>Decidimos então sacrificar o Bernardo. Quer dizer, não sacrificar no sentido de sacrificar um cavalo. A ideia era levá-lo para um lugar onde ele teria espaço. Tentamos levá-lo para a casa da sogra de meu irmão, onde espaço não falta, mas o cachorro dela ameaçou partir pra agressão com o nosso pacífico weimaraner, então descartamos a ideia. Aproveitamos um feriado e fomos até a fazenda de uma prima e levamos o Bernardo junto. Ele ficou do lado de fora da casa. A fazenda é gigantesca, sem porteira nem nada. Ficamos receosos de ele sumir no mapa, mas aconteceu foi algo curioso: se estávamos na sala, ele ficava na janela da sala; se íamos para o quarto, ele se punha embaixo da janela do quarto. Notamos que Bernardo queria a gente, e não espaço. Foi assim que ele se confinou, coitado, no quintalzinho da casa nova.</p>

<p>A gente costumava correr juntos pelo condomínio, mas a correria do dia-a-dia tornou cada vez mais raro ele sair do quintalzinho por mais do que os curtíssimos 5, 10 minutos que levava meu passeio diário com ele pela rua. Nos últimos tempos, deu pra ter problemas de saúde. Primeiro foi o rabo, que não quisemos cortar e agora tinha se tornado um estorvo, porque ele, quando o balançava, batia na parede do quintal, o que acabou por fazer uma ferida tão grande que o jeito foi amputá-lo. Manter o curativo no coto foi uma tarefa hercúlea que demandou vigilância constante nossa. Depois ele teve otite. Precisou botar aquele cone na cabeça para não coçar a cabeça e arrancar o curativo da orelha. </p>

<p>Foi por isso que nos últimos dias ele não saía mais para passear, já que não dava pra botar a coleira com aquele cone. Foi por isso que a Tatiana decidiu levá-lo ao sítio esta semana, aproveitando as férias escolares pra levar os meninos para respirar um pouco de ar puro. </p>

<p>A felicidade matou o Bernardo. Ele ficou tão bobo de estar lá, com as outras duas cachorras suas velhas conhecidas e com os meninos, e cheio de espaço, que avançou na ração das outras cachorras. Ontem à noite me ligou uma Tatiana aos prantos dizendo que ele estava com a barriga inchada e que haviam acabado de levar ao veterinário. Foi diagnosticado o mesmo problema que matou o Marley: uma torção de estômago. Ele foi operado às pressas e ficou em observação, mas às 4 da madrugada de hoje morreu.</p>

<p>Bernardo esteve nos meus 9 anos de casado em todos os momentos, mas eu não estava lá quando ele resolveu morrer. Não estava lá pra ter aquele papo de grandes companheiros em despedida que o dono do Marley pôde ter. A sensação de vácuo no meu quintal é uma coisa hedionda. Foi meu primeiro cão, veja você. Mais que isso, foi um excelente cão. Não sei o que mais um cão poderia ser. Eu queria ter podido dizer algumas coisinhas, mas, quer saber? Melhor ficar com a recordação dele deitado no meu velho quintal, eu deitado também, fazendo a barriga dele de travesseiro, ele de vez em quando gemendo como se fosse um fato ronronando. De pura alegria. De pura alegria.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/07/bernardo_e_eu_e.html</link>
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<category>Familhares</category>
<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 14:31:42 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Fragmento ficcional</strong></p>

<p>Mas chegou enfim o dia que ela ansiava e temia. Lucas, jogando a mochila sobre o sofá, começou dizendo que era alvo de piadas e brincadeiras todo santo dia. E perguntou por que ele era tão diferente dela. Por que sua pele era diferente, seus cabelos e quem era seu pai, e ela fechou os olhos por alguns longos segundos antes de responder. </p>

<p>- Meu filho, você vai ter que aprender o significado de uma palavra antes que as outras crianças. Você vai ter que aprender o que significa paradoxo. É uma palavra difícil, os adultos não a usam muito, sabe? Paradoxo é uma coisa contraditória. É algo que, mesmo tudo indicando que ela ia ser de um jeito, ela vem e é de outro jeito. É uma coisa que você não entende como ela pode estar ali. Pois bem, filhinho, é isto o que estou tentando dizer: De um ato absurdo de violência, nasceu o amor. Você nasceu da violência - mas eu te amo e esse amor é...</p>

<p>Lucas não entendeu nada das palavras dela, que foram cortadas pelas lágrimas, mas entendeu bem aquele abraço e os dedos dela em seus cabelos. E a tormenta em seu peito apaziguou-se outra vez.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/06/fragmento_ficci.html</link>
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<category>Subcontos</category>
<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 08:29:50 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>O melhor do Brasil e a desgraça dos outros</strong></p>

<p>Deu no Estadão:</p>

<p>"Pedagogia do Oprimido", clássico de Paulo Freire publicado desde 1970 nos EUA, é largamente usado nas faculdades americanas de educação. Para alguns especialistas, essa é a razão pela qual as escolas dos EUA são ruins.</p>

<p>"Freire não está interessado nos principais pensadores de educação da tradição ocidental", escreve Sol Stern no City Journal. "Em vez disso, ele cita um grupo muito diferente de pessoas: Marx, Lênin, Mao, Che Guevara e Fidel Castro, assim como intelectuais radicais como Frantz Fanon, Régis Debray, Herbert Marcuse, Jean-Paul Sartre, Louis Althusser e Georg Lukács. Não surpreende, porque a principal idéia de Freire é a contradição central de qualquer sociedade entre 'opressores' e 'oprimidos', e a revolução deve resolver esse conflito. Os 'oprimidos' são destinados a desenvolver uma 'pedagogia' e que os leve à própria libertação."</p>

<p>Para Stern, se os EUA quiserem dar um salto de qualidade educacional, devem abandonar Freire: "Se a formação dos professores é a maior preocupação, trata-se de um desafio à razão que 'Pedagogia do Oprimido' ainda ocupe um lugar de destaque nos cursos de treinamento desses professores, que certamente não aprenderão a ser mestres melhores a partir de desacreditadas platitudes marxistas". </p>

<p>(fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/)</p>

<p>De minha parte: o Brasil desconfia e odeia os liberais. Eles são vistos como sempre a serviço dos porcos imperialistas, esses demônios que querem ter (argh!) lucro. </p>

<p>Por isso não temos pensadores de peso de tradição liberal. Só se destaca no meio intelectual tupiniquim do século XX pensador de óbvios pendores marxistas, por anacrônicos que os tais pendores se mostrem. Paulo Freire é incensado, apupado e festejado de norte a sul por aqui, como em outros lugares também, e, no entanto, não deixa de ser um bom arquiteto que construiu sobre fundamento onírico. </p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/05/o_melhor_do_bra.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Thu, 21 May 2009 18:38:54 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p>Inaugurando a série "como é que se posta mesmo?"</p>

<p>I<br />
Pegaram uma pomba levando celular pra dentro da cadeia. Retrato dos tempos. Ela se aproveitava da reputação de ser o símbolo da paz, ficava mascando aquele raminho de sei lá o que e olhaí o que tava fazendo.<br />
II<br />
Tirei férias. Peguei patroa e os guris e piquei-me daqui. Tava em dúvida se ia pra montanha ou pra praia, então esbanjei e fui pros dois. Tô com depressão pós-férias e fazendo desintoxicação de açúcar (sem lá muito empenho, entretanto). A overdose aconteceu por conta dos strudells, fondues de chocolate e chocolates em geral da montanha e dos picolés Rocha e Rochinha da praia.<br />
III<br />
Quer turbinar sua vida social? Tenha filhos. No último domingo foram duas as festas de criança. São três ou quatro por mês. O orçamento não alcança, claro, mas e daí?</p>

<p>E a patroa quer dar seguimento na prole. <br />
IV<br />
Cheguei à conclusão de que Ronaldo é um fenômeno.<br />
V<br />
Ano que vem deve vir a última temporada de Lost. Esta quinta temporada tá me dando saudades antecipadas. <br />
VI<br />
Tentei me enfronhar no Twitter, mas embora haja cadastrado o celular lá, a coisa não tá rolando e eu sem saco nem condições de ver porque. Dessas mídias sociais que bombam pra dedéu, gostei mesmo foi do Facebook. Pega o que há de melhor em cada uma das outras e ainda me faz lembrar sempre de uma promessa inefável: "eu livro tua cara" (face=cara, book=livro, entendeu? hein? hein? hein?)</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/05/inaugurando_a_s.html</link>
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<category>Sei lá, mil coisas</category>
<pubDate>Thu, 07 May 2009 12:19:06 -0300</pubDate>
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<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oy65cfpZVcw&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oy65cfpZVcw&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/04/post_72.html</link>
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<category></category>
<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 19:09:06 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>10 excelentes razões para eu não encerrar este blog</strong></p>

<p>1. Hã. Veja bem.<br />
...</p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p>* * * * * * * * * *</p>

<p>O que suscita a palpitante questão: será que a febre de blogs já passou? A Internet tem dessas. No começo eram as mailinglists, com o Yahoogroups reinando absoluto. Naquele tempo, que pode ser chamado de era de ouro dos e-mails, havia coisas interessantes, como fanzines distribuídos por e-mail (dentre os quais destaca-se o excelente Spamzine, de Inagaki e cia), mas logo que os blogs chegaram as malinglists e tudo mais que orbitava a seu redor se esvaziaram. Hoje, só existem praticamente para fins profissionais e seus donos (ou moderadores, como queira) vivem reclamando que as pessoas não participam, etc.</p>

<p>Depois dos blogs apareceu o Orkut e depois do Orkut o Twiter. Aí perdi o pé, deixei de acompanhar a febre do momento. Até me inscrevi no Twiter, mas nunca entendi bem qualé a dele e não voltei mais lá. </p>

<p>Mas a constatação está feita: blogs, conquanto muito mais populares hoje, parecem estar numa descendente inapelável.</p>

<p>* * * * * * * * * *</p>

<p>Ou então sou só eu. Sei lá. Não tenho mais inspiração nem vontade de escrever. Nos últimos tempos limitei-me a fazer umas resenhas mequetrefes de filmes ou comentários descartáveis sobre futebol. Vasculhando os primeiros posts deste e de outros blogs de que participei, a diferença de qualidade/criatividade/brilhantismo/tesão é mais que evidente. </p>

<p>Já vi acontecer o mesmo com grandes blogueiros, agora junto-me a eles um tantinho melancólico. Jogo a toalha. </p>

<p>* * * * * * * * * * * * * * * * </p>

<p>Mas me reservo o direito de postar uma ou outra crítica mequetrefe de filme de quando em quando. Não quero perder meu lugar ao sol na Verbeat, o melhor condomínio de blogs do Universo, que tem vista para o lago Titicaca, o melhor Zim de pêra do hemisfério sul e uma brisa suave que dá vontade de assoviar a marselhesa.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/03/10_excelentes_r.html</link>
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<category></category>
<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 17:09:28 -0300</pubDate>
</item>

<item>
<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Ludopédicas</strong></p>

<p>I. Sobre o Ronaldo no Corinthians</p>

<p>Que coisa mais chata. Falem de outra coisa um pouco.</p>

<p>II.  Sobre a vitória do São Paulo em Cali</p>

<p>O sãopaulino otimista dirá que ganhamos com folga do atual campeão colombiano na casa dele. O sãopaulino cético dirá que ganhamos do atual 10o colocado no campeonato colombiano. </p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/03/ludopedicas_i_s.html</link>
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<category>Ludopédio</category>
<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 10:06:53 -0300</pubDate>
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<description><![CDATA[<p><strong>Pré carnavalesca</strong></p>

<p>Rá. Carnaval. A melhor época do ano, ao lado do reveillon, pra ficar em São Paulo e é o que pretendo fazer. Como, exatamente, vou usar tal dádiva, não tenho ideia, mas sei que batalhas do terrível Meleca contra os dois heróis que moram lá em casa são favas contadas. Sei, também, que devo evitar a TV a todo custo, ao menos a aberta. É o que já tem acontecido. Esta semana os noticiários já estão insuportáveis com as mesmas reportagens batidas de sempre sobre essa data que eu confesso que não entendo.</p>

<p>***********************<br />
A despropósito, tive, na última semana, a oportunidade de me atualizar um pouco em termos cinematográficos e acabei vendo dois filmes excepcionais. </p>

<p><em>An unconvenient truth</em>, o documentário-palestra de Al Gore, é realmente um primor de didatismo a serviço de um dos assuntos mais emergenciais de toda História. A comparação de imagens de paisagens da Patagônia e da Sibéria, confrontando o aspecto dos lugares com distância de apenas 5 anos, e também as cenas de geleiras se dissolvendo, são o que devem ser: alarmantes. É um filme contundente, que faz uma denúncia seriíssima sem ser chato, arrogante ou radical. </p>

<p><em>Batman, o cavaleiro das trevas</em>, é uma porção de coisas ao mesmo tempo. Primeiro, ele joga os filmes de ação baseados em histórias em quadrinhos para um patamar de qualidade até então só tentado. Segundo, ele não se limita a fazer uma diversão plausível com personagens conhecidos, ele confere a eles uma profundidade e verossimilhança psicológicas que em muito poucas HQs eles alcançaram. O filme, portanto, dá plausibilidade aos próprios personagens. Terceiro, ele pede desculpas por todas as asneiras realizadas em filmes e programas de TV anteriores. A cena em que o Coringa cai para a morte rindo é uma citação do primeiro filme do Batman, de 1989, mas desta vez o herói impede o desfecho salvando o Coringa - exatamente o tipo de atitude que os leitores dos quadrinhos estão acostumados a ver. O diálogo que se segue é lapidar. Comparar o Duas Caras de Aaron Eckhart deve estar fazendo Tommy Lee Jones corar e arrancar os poucos cabelos até hoje. </p>

<p>Quanto ao Coringa...</p>

<p>Muito se tem falando da interpretaçao de Heath Ledger, que é realmente sensacional, mas convenhamos: o poder dele e do filme todo está no roteiro. É óbvio que aquela caracterização inovadora - até mesmo em termos de quadrinhos - do Coringa é fruto da criação do diretor, que co-roteirizou o filme com seu irmão.</p>

<p>O filme merece tanto mais aplausos quanto temos que considerar o quão difícil é sermos supreendidos em um trabalho baseado em algo que conhecemos tão bem. Poucos personagens são melhor conhecidos do que este, e no entanto, o que se vê é algo novo. </p>

<p>Há também um abismo de qualidade entre o Cavaleiro e o filme anterior, Begins. Naquele, há uma cena patética de um Bruce Wayne tentando convencer Rachel Dawes de que ele não é aquela figurinha frívola que aparenta ser. Neste, nenhuma concessão é feita. Naquele, desperdiça-se uma das melhores ideias dos quadrinhos, a fuga que Batman empreende de uma situação absolutamente sem saída, acionando um sonar que atrai uma nuvem de morcegos. Neste, há uma sequência genial de uma espécie de roleta russa coletiva, em que o Coringa coloca centenas de pessoas numa situação de matar ou morrer com desfecho genial. </p>

<p>Batman, o Cavaleiro das Trevas, levanta a questão: e se fizéssemos justiça com as próprias mãos? Ele mesmo responde: o resultado haveria de ser catastrófico. Coringa só existe porque existe o Batman e aí uma inundação de sofrimento passa pela cidade que ele jurou defender.</p>

<p>Um filme de super herói que convida à reflexão? É, isso é mais do que se poderia esperar.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/02/pre_carnavalesc.html</link>
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<category>Culturais</category>
<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 15:48:48 -0300</pubDate>
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<title></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Viagem</strong></p>

<p>Era um daqueles dias. A mão dele suava no balaústre do ônibus lotado. Lá fora a borrasca não dava trégua e o trânsito não desatava. Todo mundo que tinha celular - ou seja, todo mundo - se entretinha ligando pros respectivos patrões e dizendo da dureza que estava chegar no serviço aquele dia. Ele evitava fazê-lo. Se entretinha olhando os narizes das pessoas. Aquele ali é chato demais. O do lado é batatinha. Aquele outro é estranho, não combina com o rosto. Grande demais. Opa, aquele ali é bem bonitinho.</p>

<p>A tempestade de raios estava particularmente estranha. Algumas pessoas já demonstravam publicamente seu medo. Os relâmpagos pareciam cair de ambos os lados do coletivo, como se fossem enormes raízes de árvores brilhantes cortando o céu para todos os lados.</p>

<p>De repente viram-se cercados por luz e a temperatura aumentou consideravelmente. O ônibus estava, sem mais nem mais, no meio de uma selva. Após os gritos de susto e a primeira perplexidade o motorista abriu as portas e todos desceram. Olhavam-se em busca de uma explicação, mas ninguém a possuía. </p>

<p>Descobriram-se numa ilha deserta, daquelas. Aprenderam a construir cabanas. A pescar. A comer côcos. Com o tempo foram perdendo os pudores, passando a andar de roupas íntimas, apenas, por conta do calor. Tiveram de criar leis para o bom relacionamento. Definir a área que serviria para banheiro. </p>

<p>E ele se viu líder daquele grupo. Os romances já pipocavam fazia tempo quando ele enfim cedeu à própria carência, à pressão do grupo e, sobretudo, à beleza daquele narizinho. Numa outra situação jamais teria se envolvido com ela. Era um tanto vulgar, nunca havia lido um livro, aparentemente. Mas ali os predicados que melhor dispunha sobressaíam. Eram o casal perfeito para aquela situação: o líder e a bela. Outros tentaram mas ela soube rechaçar, afiar os ardis e esperar. Até que ele cedeu. Jogou a aliança e a memória da família feliz que outrora tivera, com os três filhos, ao mar.</p>

<p>Teve outros dois filhos ali. Até o dia em que decidiram fazer uma festa dentro do ônibus, que estava todo estropiado lá, no meio da ilha. Foi o último colocar o pé ali dentro e viram-se outra vez no mesmo ponto da avenida parada naquele dia chuvoso. Agora bronzeados, barbados, cabelos compridos. Alguém olhou o relógio, que não funcionava mais fazia tempo, mas agora funcionava, e notou que não havia passado mais do que dois minutos desde o momento do "teletransporte". </p>

<p>Todos olharam para ele, que segurava o caçula no colo, em busca de uma explicação. Mas não havia.<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/02/viagem_era_um_d.html</link>
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<category>Subcontos</category>
<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 13:38:02 -0300</pubDate>
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