ou a idiotização da blogosfera brasileira
ou autocrítica é difícil, mas é sinal de inteligência
e lá vou eu, gejfin, não outro, nem mais nem menos, lançando-me agora ao importuno de fazer-te perder o tempo e encher seu RSS reader com minhas revoltas opiniões. mas me defendo dizendo que ficaria constrangido é de não dizer nada, deixando essa inquietação restrita a meus pobres neurônios já falhos e cansados de quem anda trabalhando demais e dormindo e bebendo de menos.
na lousa escrevo "episódio Blue Bus" para contextualizar a crítica, mas é só uma continuação do pensamento que já vem sendo costurando, aqui escrito ou ao vivo para outros pobres mortais que tem que agüentar meu blá blá blá, incluindo minha esposa linda.
pois, o que tenho a dizer dessa vez é que LOUVO a confusão que rolou no final da semana passada, desencadeada por uma nota no Blue Bus que se referiu a blogueiros como "de aluguel". não porque apóio o uso do termo, ou porque ponha minha mão no fogo pelo Blue Bus, como veículo - pelo contrário, não raro bem medíocre no papel para o qual se destina -, mas porque o fato foi uma ilustração magnífica do que me incomoda desde que escuto e leio a blogosfera em peso fechar questão com idéias tão estúpidas ao tentar entender e problematizar os blogs dentre características, papéis e funções das chamadas "novas mídias". donde, embora sejam os blogs parte das mais fundamentais, ficam os atores dessa peça em situação cada vez mais triste de rendição ao serem provocados nesses episódios; culpa não dos provocadores, mas dos provocados. faz doer a minha barriga de tanto rir. depois de chorar, de desgosto.
no sábado passado tive o prazer de conhecer o NAVE, projeto sensacional do Oi Futuro que inaugurou há poucos dias aqui no Rio, e cujas bases estão, com liberdade total minha de interpretação, fincadas no desejo de responder a uma pergunta que já foi inspiracionalmente espraiada pela Internet por Michael Wesch em vídeo do ano passado: "we are ready?". que as novas tecnologias de comunicação e informação estão aí, e são revolucionárias, todo mundo já sabe, mas como vamos lidar com elas e como estamos orientando as gerações que vêm aí para lidar com elas?
a pergunta sempre teve e terá total pertinência, mesmo na medida em que formos avançando em tentar respondê-la, mas o que me dou conta agora é do tamanho da crise brazuca a esse respeito, séria porque envolve mentes valiosas que justamente poderiam fazer toda a diferença: grandes (não todos, mas muitos) novos e 'antigos' mentores da blogosfera brasileira - e sendo os blogs uma das armas mais populares dessa revolução, seus precursores deveriam seguir sendo agentes de transformação -, simplesmente resolveram parar de pensar e, pelo preço de poderem angariar valor social e econômico como tais, hoje são as pessoas mais perdidas, atrapalhadas e míopes no que se refere a como lidar com as novas tecnologias.
de um jeito mais claro: uma das conseqüencias dessa revolução das TICs é entregar ao indivíduo a possibilidade de não mais ser apenas mediado, mas de sermos, individualmente, o próprio meio, a mídia. os blogueiros, especialmente aqueles que mais se engajaram em tentar extrarir do blog uma comunicação, conectividade e expressão mais apuradas para além do que se imaginava ser possível no começo, são os indíviduos que primeiro experimentaram ser mídia. e não sabem mais o que fazer com isso. caem na feroz armadilha da acomodação, autosatisfação (mesmo que em rede) e autoreferência (também, mesmo que em rede). pior, tentam se desvenciliar dela com as ferramentas erradas, partindo para um desesperado abraço coletivo aos valores e características que justamente são patrimônio da mídia ao qual eles diziam ter revolucionado. o impulso para isso pode ter muitas faces, mas nenhuma, na minha opinião, deveria justificar a inércia, e tamanho esvaziamento de uma autocrítica para discussão madura e evolutiva do tema, pelos caras que eram os heróis e desbravadores de outrora.
não que precise ser feito por uma causa social e filosófica, educativa humanitária. em nome da coletividade então, nem me atrevo!, mas que fosse simplesmente pelo zelo da honra e moral deles próprios (que por tabela, afeta a blogosfera como conceito) na hora de ter que se confrontar com estocadas como a do Blue Bus. ficaram todos reféns, ficaram sim, como naquele episódio do Estadão. e não é culpa da famigerada postura condenável de uma minoria "alugável" sem escrúpulos, mas ficam reféns da sua própria idiotização, já que os blogueiros ditos críveis, sérios e relevantes entregaram em cruel sacrifício sua capacidade de reflexão e sucumbem dia-a-dia inteiramente - embaçando a vista - à overdose de suas individuais e mais vaidosas aspirações.
ou autocrítica é difícil, mas é sinal de inteligência
e lá vou eu, gejfin, não outro, nem mais nem menos, lançando-me agora ao importuno de fazer-te perder o tempo e encher seu RSS reader com minhas revoltas opiniões. mas me defendo dizendo que ficaria constrangido é de não dizer nada, deixando essa inquietação restrita a meus pobres neurônios já falhos e cansados de quem anda trabalhando demais e dormindo e bebendo de menos.
na lousa escrevo "episódio Blue Bus" para contextualizar a crítica, mas é só uma continuação do pensamento que já vem sendo costurando, aqui escrito ou ao vivo para outros pobres mortais que tem que agüentar meu blá blá blá, incluindo minha esposa linda.
pois, o que tenho a dizer dessa vez é que LOUVO a confusão que rolou no final da semana passada, desencadeada por uma nota no Blue Bus que se referiu a blogueiros como "de aluguel". não porque apóio o uso do termo, ou porque ponha minha mão no fogo pelo Blue Bus, como veículo - pelo contrário, não raro bem medíocre no papel para o qual se destina -, mas porque o fato foi uma ilustração magnífica do que me incomoda desde que escuto e leio a blogosfera em peso fechar questão com idéias tão estúpidas ao tentar entender e problematizar os blogs dentre características, papéis e funções das chamadas "novas mídias". donde, embora sejam os blogs parte das mais fundamentais, ficam os atores dessa peça em situação cada vez mais triste de rendição ao serem provocados nesses episódios; culpa não dos provocadores, mas dos provocados. faz doer a minha barriga de tanto rir. depois de chorar, de desgosto.
no sábado passado tive o prazer de conhecer o NAVE, projeto sensacional do Oi Futuro que inaugurou há poucos dias aqui no Rio, e cujas bases estão, com liberdade total minha de interpretação, fincadas no desejo de responder a uma pergunta que já foi inspiracionalmente espraiada pela Internet por Michael Wesch em vídeo do ano passado: "we are ready?". que as novas tecnologias de comunicação e informação estão aí, e são revolucionárias, todo mundo já sabe, mas como vamos lidar com elas e como estamos orientando as gerações que vêm aí para lidar com elas?
a pergunta sempre teve e terá total pertinência, mesmo na medida em que formos avançando em tentar respondê-la, mas o que me dou conta agora é do tamanho da crise brazuca a esse respeito, séria porque envolve mentes valiosas que justamente poderiam fazer toda a diferença: grandes (não todos, mas muitos) novos e 'antigos' mentores da blogosfera brasileira - e sendo os blogs uma das armas mais populares dessa revolução, seus precursores deveriam seguir sendo agentes de transformação -, simplesmente resolveram parar de pensar e, pelo preço de poderem angariar valor social e econômico como tais, hoje são as pessoas mais perdidas, atrapalhadas e míopes no que se refere a como lidar com as novas tecnologias.
de um jeito mais claro: uma das conseqüencias dessa revolução das TICs é entregar ao indivíduo a possibilidade de não mais ser apenas mediado, mas de sermos, individualmente, o próprio meio, a mídia. os blogueiros, especialmente aqueles que mais se engajaram em tentar extrarir do blog uma comunicação, conectividade e expressão mais apuradas para além do que se imaginava ser possível no começo, são os indíviduos que primeiro experimentaram ser mídia. e não sabem mais o que fazer com isso. caem na feroz armadilha da acomodação, autosatisfação (mesmo que em rede) e autoreferência (também, mesmo que em rede). pior, tentam se desvenciliar dela com as ferramentas erradas, partindo para um desesperado abraço coletivo aos valores e características que justamente são patrimônio da mídia ao qual eles diziam ter revolucionado. o impulso para isso pode ter muitas faces, mas nenhuma, na minha opinião, deveria justificar a inércia, e tamanho esvaziamento de uma autocrítica para discussão madura e evolutiva do tema, pelos caras que eram os heróis e desbravadores de outrora.
não que precise ser feito por uma causa social e filosófica, educativa humanitária. em nome da coletividade então, nem me atrevo!, mas que fosse simplesmente pelo zelo da honra e moral deles próprios (que por tabela, afeta a blogosfera como conceito) na hora de ter que se confrontar com estocadas como a do Blue Bus. ficaram todos reféns, ficaram sim, como naquele episódio do Estadão. e não é culpa da famigerada postura condenável de uma minoria "alugável" sem escrúpulos, mas ficam reféns da sua própria idiotização, já que os blogueiros ditos críveis, sérios e relevantes entregaram em cruel sacrifício sua capacidade de reflexão e sucumbem dia-a-dia inteiramente - embaçando a vista - à overdose de suas individuais e mais vaidosas aspirações.
precisou tiagón amigo-gêmeo-padrinho escrever para eu lembrar do meu próprio aniversário, hoje, nesse 4 de julho. aniversário do blog, digo. aniversário que, relendo assim minhas próprias criaturas postas em posts pelos últimos 5 anos nessa janela, remexe naquela puta saudade de uma vontade que tem andado meio adormecida de escrever por escrever sem motivo. e nessa confusão do que sinto escorrendo esse texto súbito - sabe? dos que vem vindo - me permito sublinhar definição sim desse cara, publicação de apresentação de conteúdo em ordem cronológica inversa, na contra-mão de toda a merda que adoram falar por aí; ora bolas, valor de verdade dessa bobagem de blog é o poder atribuído, de importância essencialmente bereteio, da auto-coleção mais precisa, nós enquanto sujeitos vivos, imaginativos, expressivos, conectados, significantes (~cativos), desterritorializados, fetos, infinitos, multidimensionais, poeira, líquidos; ou mais ou menos simples assim: escritos.
Tá no Orkut? O Futebol quer dizer mais que Galvão e Seleção Brasileira na tua vida?
Então muda o teu país no perfil para Estônia (que só assim, por enquanto, dá pra brincar com os aplicativos) e instala esse aqui, do GloboEsporte.com. Não porque eu ajudei a fazer, mas ele ficou bonzão, ainda mais num pré-Grenal.
Então muda o teu país no perfil para Estônia (que só assim, por enquanto, dá pra brincar com os aplicativos) e instala esse aqui, do GloboEsporte.com. Não porque eu ajudei a fazer, mas ele ficou bonzão, ainda mais num pré-Grenal.
passei pela banca agora depois do almoço e chamou minha atenção o carão do Chris Anderson na capa de uma revista que não a dele. era a HSM Management, publicação do grupo homônimo focado em ser um fodaralhaço provedor de comunicação, informação, conhecimento e visão para gestão de negócios, e cujos eventos custam os olhos de muitas caras. a piada? ter como matéria de capa da sua revista nacional, que sai pela bag*atela de R$43,00 o exemplar, a tradução do artigo do editor da Wired "Free! Why $0.00 is the future of business", cujo título já entrega com primor do que se trata, tendo sido originalmente publicado na edição de março da revista, jà à época exaustivamente comentado e, desde tal também, com a íntegra + extras disponível de graça no site.
*obrigado ao atento leitor Fabio Oliva, que participu do nosso programa de hoje trazendo a sempre pertiníssima luz ortográfica e corrigiu meu horroroso "c" em "bagatela", agora já palavra lavada e perfumada.
*obrigado ao atento leitor Fabio Oliva, que participu do nosso programa de hoje trazendo a sempre pertiníssima luz ortográfica e corrigiu meu horroroso "c" em "bagatela", agora já palavra lavada e perfumada.
Vô Leiner, 98, depois de sentar com dificuldade na cadeira de escritório, era só felicidade, conversando com a neta, longe, via Messenger com câmera e microfone. Acenava e comentava do cabelo novo, curto, que ele ainda não tinha visto. E para a gente, coadjuvantes da cena irreparável, impressionava o quanto ele estava à vontade na experimentação ficcional-científica, ou muito além disso, se devidamente ajustada a percepção do fato ao quase centenário de comparação. Se bem que não é de hoje nem raro vô Leiner esbanjar destrezas genuinamente geração Y, sem muita dificuldade, ao mesmo tempo em que conta as histórias de 70 anos atrás como se tivessem acontecido ontem. Não, não que ele tenha passado ileso à surpresa com a maravilha tecnológica... precisavam ver a cara de susto quando disseram que a coisa toda era... de graça!
Lembrei na hora do Seu Becker, de Agudo, 80 e muitos, que ao aceitar depois de alguma resistência nos mostrar seu talento na gaita (qual era o nome mesmo, que não era gaita?), ao invés de trazer o instrumento, puxou um som portátil da prateleira da venda, deu play no aparelho e entre pausas e busca de faixas preferidas contou sobre como fazia para gravar de forma independente seus CDs em Santa Maria.
Velhos? Somos nós.
~*~
update: bandoneon. era isso. Seu Becker é famoso na região por ser um exímio tocador de bandoneon em casamentos.
Lembrei na hora do Seu Becker, de Agudo, 80 e muitos, que ao aceitar depois de alguma resistência nos mostrar seu talento na gaita (qual era o nome mesmo, que não era gaita?), ao invés de trazer o instrumento, puxou um som portátil da prateleira da venda, deu play no aparelho e entre pausas e busca de faixas preferidas contou sobre como fazia para gravar de forma independente seus CDs em Santa Maria.
Velhos? Somos nós.
~*~
update: bandoneon. era isso. Seu Becker é famoso na região por ser um exímio tocador de bandoneon em casamentos.
Cacetinhos em São Paulo, por Ricardo Freire.
Hi, Leandro Gejfinbein.
dengue (dengue) is now following you on Twitter!
Jeff Jarvis publicou hoje ótimo texto fazendo uma reflexão clara e didática sobre as mudanças em curso no ecossistema que abriga os meios, a imprensa, as notícias e nós, enquanto consumidores e/ou produtores nessa selva. uma boa referência (aliás, em geral os textos dele serão sempre) que serve de ingrediente às discussões e apostas mercadológicas e/ou ideológicas que pairam por aí.
e na carona, vale leitura também esse outro post de duas semanas atrás.
graça a coincidência, e juro que veio até mim - ao acaso - e não o contrário. mas tal que depois de um final de dia ontem com discussões quentes sobre visões, projetos e ideologias que permeiam blogs, às voltas com idéias e idéias e idéias desse povo conterrâneo de blogosfera, encontrei um interessante adendo ao que foi provacado pelo Ian Black, no post Blogueiros no Safari Urbano - PARTE I.
é uma pesquisa canadense sobre social media versus credibilidade e influência, resumida pelo coordenador do projeto nessa afirmação: "This shows that popularity doesn't always equate to credibility".
na minha interpretação, o que a pesquisa mostra em números é a idéia de que as ferramentas e os ambientes que são parte da chamada social media - blogs, redes sociais, fóruns, etc -, são usados pelas pessoas como forma de expandir e fortalecer laços e valores de confiança e troca de percepções, mas sem poder suficiente para alterar as bases nas quais essas relações e o que trafega nelas são construídos. ou, mais simples, é certo dizer que eu confiaria muito no que diz um blogueiro famoso amigo meu sobre um produto, mas porque ele é meu amigo, não porque é um blogueiro famoso. o que não quer dizer que as pessoas não passem a usar a social media massivamente como fonte de informações sobre produtos, serviços, empresas e marcas, mas uma vez que o percentual de adesão a esse comportamento não equivale ao quanto isso influencia de forma significativa na compra à revelia da opinião que não vem desses ambientes, chuto aqui que ajuda a reafirmar outra coisa sobre esse assunto que me parece mais coerente nesse atual saco de gato de achismos: relevância, credibilidade, confiança e até "verdade" (esse último, como uma parte perigosa disso) passam a ser cada vez menos possíveis de se dar a priori ou serem personificados em uma entidade externa, seja ela pessoa/blogueiro ou empresa; são do indivíduo.
logo, na hora de partir para a corrida maluca da produtização dessa massaroca toda e de aceitação por parte de um suposto mercado desses supostos produtos, vale refletir melhor sobre a diferença que existe no caso de uma opinião dada ao leitor efetivamente conseguir, do lado de lá, ser formadora ou limitar-se a ser apenas informadora.
o link para informações sobre a pesquisa aqui, via Media Post.
é uma pesquisa canadense sobre social media versus credibilidade e influência, resumida pelo coordenador do projeto nessa afirmação: "This shows that popularity doesn't always equate to credibility".
na minha interpretação, o que a pesquisa mostra em números é a idéia de que as ferramentas e os ambientes que são parte da chamada social media - blogs, redes sociais, fóruns, etc -, são usados pelas pessoas como forma de expandir e fortalecer laços e valores de confiança e troca de percepções, mas sem poder suficiente para alterar as bases nas quais essas relações e o que trafega nelas são construídos. ou, mais simples, é certo dizer que eu confiaria muito no que diz um blogueiro famoso amigo meu sobre um produto, mas porque ele é meu amigo, não porque é um blogueiro famoso. o que não quer dizer que as pessoas não passem a usar a social media massivamente como fonte de informações sobre produtos, serviços, empresas e marcas, mas uma vez que o percentual de adesão a esse comportamento não equivale ao quanto isso influencia de forma significativa na compra à revelia da opinião que não vem desses ambientes, chuto aqui que ajuda a reafirmar outra coisa sobre esse assunto que me parece mais coerente nesse atual saco de gato de achismos: relevância, credibilidade, confiança e até "verdade" (esse último, como uma parte perigosa disso) passam a ser cada vez menos possíveis de se dar a priori ou serem personificados em uma entidade externa, seja ela pessoa/blogueiro ou empresa; são do indivíduo.
logo, na hora de partir para a corrida maluca da produtização dessa massaroca toda e de aceitação por parte de um suposto mercado desses supostos produtos, vale refletir melhor sobre a diferença que existe no caso de uma opinião dada ao leitor efetivamente conseguir, do lado de lá, ser formadora ou limitar-se a ser apenas informadora.
o link para informações sobre a pesquisa aqui, via Media Post.
e nem adianta ficar odiando me repetir. ou pensar que pode mesmo ser bobagem, e que eu me acharia irritantantemente chato se leitor de mim mesmo e me deparando com essa entrega sentimentalista reincidente. mas é maior que resistência possível e cuspo essas pouquinhas linhas mais uma vez nos anos para dizer que é outono, é abril, e nem eu entendo mais direito como pode saudade desse tamanho me portoalegrizar de repente quando bate essa época no primeiro pseudo-frio ou melo-dia que aponta no Rio de Janeiro, como está desde o início da semana passada. mas pra encher menos, me limito só a contar da flutuação a poucos centímetros do chão que experimentei quando saindo de casa para o trabalho com céu e cristo absolutamente cobertos, justamente dia depois de ter lido na ZH sobre o primeiro friozinho que visitou minha cidade-mãe, selei janelas do carro, liguei estupidamente nos máximos as regulagens pró-frio do ar-condicionado do carro, dei play em Vitor Ramil e simulei Porto Alegre do Humaitá à Barra da Tijuca. lindo.
atrasado... sempre. só hoje que dou de cara com a tal proposta da blogagem inédita, e foi mal que me repito, nesse blog que já anda morno e esquecido. mas é de doer os cornos páragrafo por parágrafo do post que explica regras e justifica a idéia. e de impressionar mais uma vez a estupidez, maior que a própria pregação, da massiva aceitação da reza.
que porra é essa? de achar lindo e legítimo, um chamado à blogosfera para se auto-afirmar justamente tudo que, ao deixar de ser, a fez alguém: extensão e (r)evolução do que já se sabia fazer e vender na comunicação há décadas.
eu, não.
que porra é essa? de achar lindo e legítimo, um chamado à blogosfera para se auto-afirmar justamente tudo que, ao deixar de ser, a fez alguém: extensão e (r)evolução do que já se sabia fazer e vender na comunicação há décadas.
eu, não.
Vez ou outra somos obrigados a gritar e clamar por verdade contra a opressão e imperialismo dos duendes, que levam toda a fama por tudo que nós, Leprechauns, somos e fazemos. Nós é que somos verdes e temos potes de ouro. Isto tem que acabar. Vamos dar as mãos e... quer dizer, vamos dar uma só mão e brindar com a segunda às nossas raízes e a um futuro mais justo e... não, quer dizer, vamos erguer barris de grispit sem dar mão para ninguém e beber tudo num gole só. Depois todos estão convidados para um debate sobre.... na verdade, enche aqui dois barris de uma vez desta delícia e atenção leprechaus fêmeas, porque depois de beber vou sair correndo e a dona da mão que eu pegar não vai poder fugir de ir comigo até o..... Humm... Opa! Já sei! Todo mundo pelado! Para floresta! O último que chegar é um duende! Êêêêêêê........Aulay
BLOG, Gerry, o restaurante de tremoço´s fast-food fundado pelo Graig Blog, aquele maluco que era jardineiro em Dublin e foi tentar a vida na América... O negócio é um sucesso. 3 trilhões de Big Treburgers vendidos no último mês. O lugar está virando atração turística em NY... nunca na história teve tanta gente nos túneis do metrô.Aulay
É tudo muito delicioso. Dá uma olhada no menu:
Blog 1:
7 Big Treburger com molho muito especial
Fries Tremoços
Tre-Cola barril
Blog 2:
25 Trenuggets
Molho Brasa de Churrasco
Fries Tremoços gigantes
TreCookies
Blog Lanche Maluco:
4 TreCheeseBurgers voadores
Burn Tremoços balde
Tre-Cola-Twist (c/ cogumelos)
1 lata de Power Grispit-up
Atestado médico para o trabalho
Sobremesas:
Torta de maçã-verde
Treshake (sabores trevo de Wastfall, sonho verde, coração solitário)
Na pista principal, DJ Mônio (drum n´dead).
Na cozinha Su-su toca sucessos do pop-rock alternativo tibetano
No louge Lily Gi interpreta clássicos do folclore irlandês, plantando bananeira.
Wilboard! Gerry! Venham aqui rápido!Aulay
Estamos ficando famosos. Não param de chegar cartas de todos os lugares.
Ana Cecília de Albuquerque Ramos Almeida, de Goiânia - GO, 27 anos:
"Amo vocês! Amo vocês! Amo vocês! Amo vocês! Amo voc... Amo! Au! Au.. auuuu! Quero morder esses corpinhos... arranhar... Ah! Auuuuu! Arf! Arf! Rrrrrrrrrr....."
Lúcia Schieff, de Joinvile - SC, 15 anos:
"Quando chego do colégio, tranco a porta do quarto, deito na minha cama e fico pensando em vocês até a hora de dormir... Já falei para o Cláudio, o Rafa, o Pedro, o Piolho, o Chiquinho, o Pescoço, o Miguel, o Gui, o Alex, o Metralha, o Dani (da praia), o Dani (do prédio), o João Cabelo e até para o tudo do Pereba que não quero mais ficar com eles. Meu coração pertence ao Aulay, Gerry e Wiboard."
Marco Rogério Machado, de Uberlândia - MG, 42 anos:
"Fabrico e distribuo bebidas. Queria conversar com vocês sobre esse tal de grispit. Podemos ganhar um bom dinheiro."
Michael Flores, de Pelotas - RS, 24 anos:
"Vocês dão vida para a minha vida. Vocês dão cores ao meu mundo preto e branco. Vocês dão alegria para a minha tristeza. Vocês dão força para as minhas fraquezas. Chegou a hora de eu dar algo em troca. Por favor respondam."
Ana Mercedes Soza, de Santo Domingo - República Dominicana, 92 anos:
"Yo no creo en nada. ¡Nada! ¡NADA! ¡Vosotros sois locos, pobrecitos! ¿Dónde están? !Pare las voces! ¡Pare! No, no, perdóneme, madre, por favor."
Kelly Bright e suas amigas, de Las Vegas - USA, 21 anos (todas):
"Would you like to smack my ass, baby? Would you like to heard me call ing you "My Big Horse"? Yes? Mmm... Great... Yes... Yes! Yes! Yes! ... YES! Don´t stop! Yes! Yeees! - CALL RIGHT NOW 0021-01-800-4325689 Only college girls."
Carol, de Porto Alegre - RS, 26 anos:
"Bá, bem legal!"
Samuel Gopher, de Dublin - Irlanda, 176 anos:
"Seus criaturas espertinhos. Vou eu aí pegar minha dinheiro! Lojinha de ervas do Samuel não faz fiado!"
IrelandCards SA:
"Gorro novo em couro tailandês: 3 potes de ouro. Gaiolas para flitwicks em ouro branco: 50 potes de ouro. Dez caixas de grispit espumante safra 1441: 700 potes de ouro. Ver a Balancê com sua roupinha de dormir: não tem preço. Tem coisas que potes de ouro não compram, mas a gente está tentando. Peça agora seu Leprecard. O ouro de plástico."
foi tiagón quem começou.
feliz st. patrick's day!
feliz st. patrick's day!
AULAY!!!!!!! você já reparou no que fez??? sabe quanto tempo este malte irlandês precisa envelhecer para ficar bom? 78 anos... 78 ANOS!!!!!!! tu sabe quanto é isso?? eu estou guardando isto há tanto tempo e vem um leprechaun bêbado de polar, enrolado em um pelego quebrar o barril... esqueça isso, não tem nada a venda!!! gerry me ajude com...Wilboard (a.k.a. Wilbie)
BLAM - KAPAW - ZAAAAP - CHUÁÁÁÁÁ
AULAY!!!!!! PÁRA COM ISSO QUE ESTÁ QUEIMANDO!!!! GERRY ME AJUDE!!!!! MEUS DEDOS ESTÃO DERRETENDO!!!!! AS CORES ESTÃO BORRANDO NA MINHA FRENTE!!!!
o que este helicóptero está fazendo no porão?? e desde quando um urso polar rosa pode pilotar um helicóptero??
preciso comprar luvas de dois dedos, dizem que faz frio no sul do brasil... as meninas humanas insistam em sair com as barriguinhas de fora mesmo assim... mas quem sou eu pra reclamar??
engraçado, mas as latinhas e garrafas de cerveja do brasil parecem menores, sempre acabam mais rápido... lembram daquele fim de semana que viajamos para a praia e o garçon que nos atendia insistia em entregar garrafas pequenas de cerveja para nós?? aquele sacripantas (desculpe rosângela, mas não resisti)... se bem que a caneca do gerry tem capacidade para quatro garrafas, que ele bebe com a mesma facilidade que aulay tem de quebrar qualquer objeto que não seja dele...Wilbie, de novo.
...
no cu da perua cega: local longe, distante, de difícil acesso... ex: guarujá...
...
meu nariz está ficando cada dia mais vermelho, mas não parece gripe ou constipação (eu também te adoro, rosângela)... em compensação tenho sentido uma enome vontade de agir como uma criança tresloucada e insandecida, quebrando tudo e desordenando a moral, os bons costumes e (principalmente) o bom senso dos humanos... espero que isso passe logo...
eu jogo futebol (!);
vou ao maracanã ver o jogo do flamengo, de camarote;
ganho uma máquina novinha no trabalho com monitor wide de 20 polegadas que tem tanta tela pro lado que não sei o que fazer com ela;
meu pai dá uma aula de serviços técnicos do lar, consertando a lâmpada que não acendia e instalando o depurador - únicas tarefas, de muitas, vale o registro, que não consegui cumprir;
trabalho demais;
preciso de muito, mas muito mais férias;
como demais no almoço;
faço 7 meses de casamento, feliz;
e mesmo um tanto brigado com meu blog, me dei conta que não seria justo deixar de ter um post num dia 28022008, com o perdão da mediocridade.
vou ao maracanã ver o jogo do flamengo, de camarote;
ganho uma máquina novinha no trabalho com monitor wide de 20 polegadas que tem tanta tela pro lado que não sei o que fazer com ela;
meu pai dá uma aula de serviços técnicos do lar, consertando a lâmpada que não acendia e instalando o depurador - únicas tarefas, de muitas, vale o registro, que não consegui cumprir;
trabalho demais;
preciso de muito, mas muito mais férias;
como demais no almoço;
faço 7 meses de casamento, feliz;
e mesmo um tanto brigado com meu blog, me dei conta que não seria justo deixar de ter um post num dia 28022008, com o perdão da mediocridade.
e essa é disparado a melhor foto do evento de ontem, na Macworld, onde o cabeção da Apple, Steve Jobs, apresentou suas cartas para 2008, no 'pronunciamento' anual que já carrega uma notoriedade tal como ostentam os produtos que estão sob essa marca. e um pouco sobre isso Tiagón falou ontem.
melhor foto, porque nada mais perfeito pra resumir a Apple hoje do que essa cara de filho da puta do Steve Jobs. além de ser um delicioso mimo, como produto, o MacBook Air - atração principal dentro do conjunto das novidades anunciadas - não é nada surpreendente, comparado pelo menos aos demais 'books' da Apple e ao lançamento do iPhone, ano passado. no entanto, ele inaugura uma separação fundamental no projeto de computadores pessoais portáteis (e cada vez mais pessoal vai se confundir com portátil, que o que não é portátil não é tão 'meu' assim): a separação entre processamento e armazenamento. na verdade, isso é retrô, mas é agora que faz todo o sentido. sendo o computador e a conectividade cada vez mais extensões social e humana, é bobagem investir (ou gastar) 'espaço e peso' (e Bauman faz essas duas palavras estarem aqui com um sentido todo especial) com armazenamento, uma vez que os dados cada vez mais são a constituição do 'ar' e pertencem à rede. não vai demorar, mesmo no Brasil, para que a Internet sem fio tome conta de tudo, que é o último estágio da teia num processo de a informação e interconexão e a virtualização entre todos e tudo não ser algo que faz parte do nosso meio, mas É o meio. TUDO estará no ar, nesse dia, e pouco adianta respirar, se eu não tiver nas mãos um dispositivo para decodificá-lo, com total eficiência, mas não mais do que decodificar e permitir produzir e devolver ao ar. e, nesse sentido, celulares chegam cada vez mais perto de computadores e computadores de celulares. e só não há ainda o dispositivo perfeito, porque faltam, por enquanto, às empresas conseguir chegar no produto ideal que dê conta dessas coisas junto com dar conta de todas os confortos dos sentidos humanos. mas alguém tem um outro palpite sobre qual empresa está mais próxima de conseguir esse feito? pode ser só uma análise superficial e boba sobre nada, e fazer um laptop sem drive de mídia removível (CD/DVD) e HD limitado é só uma evolução óbvia de uma indústria que já passou por fitas cassetes e disquetes, mas também pode ser mais. e ver mais além de tecnologia é, justamente, talvez, o que faz da Apple o que ela é hoje e porque, por mais que se tenha milhares de críticas a se fazer aos produtos deles, ela detenha totalmente o direito de ser venerada, tal como detém também, Steve Jobes, o direito de fazer a cara da foto.
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a Verbeat orgulhosamente, hoje, está sendo citada em uma matéria da Zero Hora sobre condomínios de blogs.

melhor foto, porque nada mais perfeito pra resumir a Apple hoje do que essa cara de filho da puta do Steve Jobs. além de ser um delicioso mimo, como produto, o MacBook Air - atração principal dentro do conjunto das novidades anunciadas - não é nada surpreendente, comparado pelo menos aos demais 'books' da Apple e ao lançamento do iPhone, ano passado. no entanto, ele inaugura uma separação fundamental no projeto de computadores pessoais portáteis (e cada vez mais pessoal vai se confundir com portátil, que o que não é portátil não é tão 'meu' assim): a separação entre processamento e armazenamento. na verdade, isso é retrô, mas é agora que faz todo o sentido. sendo o computador e a conectividade cada vez mais extensões social e humana, é bobagem investir (ou gastar) 'espaço e peso' (e Bauman faz essas duas palavras estarem aqui com um sentido todo especial) com armazenamento, uma vez que os dados cada vez mais são a constituição do 'ar' e pertencem à rede. não vai demorar, mesmo no Brasil, para que a Internet sem fio tome conta de tudo, que é o último estágio da teia num processo de a informação e interconexão e a virtualização entre todos e tudo não ser algo que faz parte do nosso meio, mas É o meio. TUDO estará no ar, nesse dia, e pouco adianta respirar, se eu não tiver nas mãos um dispositivo para decodificá-lo, com total eficiência, mas não mais do que decodificar e permitir produzir e devolver ao ar. e, nesse sentido, celulares chegam cada vez mais perto de computadores e computadores de celulares. e só não há ainda o dispositivo perfeito, porque faltam, por enquanto, às empresas conseguir chegar no produto ideal que dê conta dessas coisas junto com dar conta de todas os confortos dos sentidos humanos. mas alguém tem um outro palpite sobre qual empresa está mais próxima de conseguir esse feito? pode ser só uma análise superficial e boba sobre nada, e fazer um laptop sem drive de mídia removível (CD/DVD) e HD limitado é só uma evolução óbvia de uma indústria que já passou por fitas cassetes e disquetes, mas também pode ser mais. e ver mais além de tecnologia é, justamente, talvez, o que faz da Apple o que ela é hoje e porque, por mais que se tenha milhares de críticas a se fazer aos produtos deles, ela detenha totalmente o direito de ser venerada, tal como detém também, Steve Jobes, o direito de fazer a cara da foto.~*~
a Verbeat orgulhosamente, hoje, está sendo citada em uma matéria da Zero Hora sobre condomínios de blogs.
toda a matéria em três links: aqui, aqui e aqui (onde somos citados e Tiagón, Afonso e Milton fotografados).numa abordagem que desenha um cenário atual de certo paralelismo entre duas propostas de coletividade, fomos identificados, juntos da galera conterrânea do Insanus, de 'resistência', frente às características comuns das novas empreitadas que surgem buscando a monetização através de uma modelagem de blogs e blogueiros a partir de conceitos, ao meu ver, um tanto esquisitos e velhos para a natureza da ferramenta - discuto um pouco sobre isso aqui. e é legal pra caralho ter um registro desse porte marcando que já há sim uma diferença, talvez ainda sutil na prática, mas imensa na visão, entre uma galera que possuia até pouco tempo uma certa responsabilidade homogênea pela construção desse espaço de representação e expressão, carinhosamente chamado de blogosfera brasileira.

