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<title>Língua de Mariposa</title>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/</link>
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<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2008</copyright>
<lastBuildDate>Thu, 26 Jun 2008 16:33:22 +0000</lastBuildDate>
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<title>Tentações...</title>
<description><![CDATA[<p> <br />
Nem só de música vive o meu espírito!</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2613701140/" title="bolo na caneca... hum! por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3103/2613701140_470fb0e1cd_o.jpg"align="left"hspace="8"vspace="8" width="175" height="206" alt="bolo na caneca... hum!" /></a><br />
Essa coisinha tão linda é um bolo. Simpático não é???? <br />
E a foto está maravilhosa! Dá vontade de ir imediatamente à cozinha e começar a fabricar um. Ainda mais quando se sabe que ele vai ficar pronto em aproximados <strong>3 minutos!</strong> <br />
Três miseráveis minutinhos... para uma dose maciça de <strong>serotonina</strong> nos neurônios sofridos de uma <em>ex-tranquila mulher</em>, atacada covardemente por uma TPM fora de hora e de lugar! </p>

<p>Claro... estou aqui lutando para não ceder à chantagem da foto, que quase dá para a gente sentir o gosto do bolo. E por cima a receita, simples, fácil, leve e rápida é absolutamente irresistível!</p>

<p>Aí vai a danada...<br />
Enquanto vocês lêem, eu vou ali na cozinha...beber água.</p>

<div style="text-align: center;">BOLO NA CANECA </div>

<p><small>(Por Anna Aurich)</small><br />
<small>Encontrada no blog da <a href="http://orebate-angelamaria.blogspot.com/2008/06/para-as-tardes-de-outono-como-prezamos.html">Angela Maria</a>. Copiei tal qual.</small><br />
 </p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2612867423/" title="bolo na caneca em 3 min. por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3158/2612867423_68167d984c_o.jpg" align="right"hspace="8"vspace="8"width="184" height="205" alt="bolo na caneca em 3 min." /></a><br />
Então... Imagine uma cozinha gostosa, uma boa música tocando no IPod... e de repente você resolve tomar um chocolatezinho básico e quente, antes de ir dormir. Pensamento razoável em tempos de TPM menopausico! <br />
( Já sei que os homens também tem menopausa, chama-se andropausa e eles resolvem com uma cervejinha, um jogo e o controle remoto da TV. )</p>

<p>Tá bom, supondo que a foto também inspire os representantes do genero masculino adeptos ao chocoserotoninalate.... seguimos.  </p>

<p>Agora você decide dar asas à sua imaginação, pega uma bela caneca de 300ml e alguns ingredientes no armário. Aí vc bate os ingredientes na própria caneca c/ um garfo e põe no microondas por 3 minutos.  A felicidade lhe invade imediatamente porque você já sabe o que vem pela frente.</p>

<p>OH GOD! OH YES!</p>

<div style="text-align: center;">INGREDIENTES</div>

<p>- 1 ovo pequeno <br />
- 4 colheres (sopa) de leite <br />
- 3 colheres (sopa) de óleo <br />
- 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó <br />
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar <br />
- 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo <br />
- 1 colher (café) rasa de fermento em pó  </p>

<p> <br />
<div style="text-align: center;">MODO DE PREPARO </div><br />
 <br />
Coloque o ovo na caneca e bata bem c/ garfo.  <br />
Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.  <br />
Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até incorporar.  <br />
Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.</p>

<p><strong>OBS.</strong>A massa crua é mais mole q a de um bolo normal mas é assim mesmo. Não aumente a farinha ou terá um bolo duro! </p>

<p>Esta fórmula em dobro dá para três canecas de 300 ml.  </p>

<div style="text-align: center;">DICAS</div>  

<p>- A caneca deve ter capacidade de 300ml. <br />
- 2 min e 30 seg. na potência máxima são suficientes. <br />
- A medida de colher é sempre rasa. <br />
- Vc pode servir este bolo c/ coberturas, caldas, castanhas e sorvete.  </p>

<p>E pode comer quente! </p>

<p> </p>

<p>*******************************</p>

<p>Imaginou??? </p>

<p>Repetindo uma amiga pernambucana quando veio à Madrid em plena dieta: </p>

<div style="text-align: center;">"Chocolate podje... Água não podje!"</div>

<p> Oh, jesuscristinho...me proteja das tentações!<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/tentacoes.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/tentacoes.html</guid>
<category>Coisas do Bom Comer</category>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 16:33:22 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Uma Cigarra Espanhola...</title>
<description><![CDATA[<p></p>

<p><br />
<div class='tabblo'><br />
<div><a href='http://www.tabblo.com/studio/stories/shared/26183/hbos35ynk4awupx'><br />
<img src="http://www.tabblo.com/studio/image/public/205639/ba119c360a09592415fc02da5edddd4e.jpg" alt='Tabblo: Diego, &quot;El Cigala&quot;' height='415' width='415' border='0'/><br />
</a></div><br />
<p><a href='http://www.tabblo.com/studio/stories/shared/26183/hbos35ynk4awupx'>See my Tabblo&gt;</a><br />
</p><br />
</div></p>

<p><br />
Ele canta. E canta maravilhosamente! Essa interessante criatura chama-se <strong>Diego,<em>" El Cigala"</em></strong>.<br />
Bonito não é. Mas tem um charme inegável quando se apresenta. Diego é um dos grandes nomes do <strong>Flamenco</strong> cantado em todo o mundo. </p>

<p>O Flamenco é um gênero musical que espelha perfeitamente a personalidade espanhola: dramática e passional. <br />
Graças aos traços fortemente marcados pela passagem árabe e cigana na Península Ibérica, a Espanha possui essa riqueza cultural que esbanja por todas as suas expressões artísticas.</p>

<p>Comecei a gostar da música flamenca escutando <strong>Paco de Lucía</strong>, no Brasil. <br />
Depois que cheguei em Madrid, fui escutando outros, entre eles <em>Camarón de la Isla</em>, um mestre do gênero. Agora sou uma enamorada do canto, da dança e do toque flamencos. <em>Estrella Moriente</em> é uma das minhas favoritas. Escreverei sobre ela em outra ocasião.</p>

<p>Pois sim...</p>

<p><strong>Diego</strong> é um apaixonado pelo Flamenco. Vive, chora e canta Flamenco por todos os poros. Eu adoro como ele se transforma enquanto está cantando...</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2601135212/" title="Bebo&amp;Cigala-Lagrimas Negras por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3273/2601135212_1068dede7c_t.jpg"align="right"hspace="8"vspace="8" width="100" height="100" alt="Bebo&amp;Cigala-Lagrimas Negras" /></a> Mas o interessante é que ele conquistou meu coração justamente quando gravou, junto com o extraordinário pianista cubano <strong>Bebo Valdez</strong>, um CD encantado: <strong>Lágrimas Negras</strong>. </p>

<p>Não é um disco de Flamenco, mas ele interpreta as músicas com seu jeito <em>chorado</em> de dizer as canções, que eu adoro. <br />
Ai, meu Deus... é de arrepiar! </p>

<p>Ele, inclusive, interpreta <em>Eu Sei Que Vou Te Amar</em>, de <em>Vinícius de Moraes</em>, com uma participação especial de <strong>Caetano Veloso</strong> recitando a letra de <em>Coração Vagabundo</em> em vez da poesia de toda a vida, <em>O Soneto da Fidelidade</em></p>

<p>Comprei e ouvi todos os dias... até poder cantarolar com ele todas as músicas do CD. <br />
E atualmente é um dos meus melhores CDs de música popular. *Qualquer dia destes eu faço uma "apresentação" dos meus preferidos aqui. </p>

<p>A paixão foi tão grande que levei-o como presente para todas as amigas pernambucanas. Depois de um tampo eu vi que o projeto ganhou muitos prêmios internacionais e transformou-se num grande êxito em concertos por todo o mundo. Quem me dera ver um!<br />
Por um tempo o show ficou em cartaz no <em>Calle 54</em>, em Madrid. Mas eu não pude ir.</p>

<p>Na época publiquei no <em>Impressões</em>, meu antigo e desaparecido blog, um post sobre ele. Vou fazer melhor agora. Vou deixar aqui uma marca mais forte. Um vídeo onde <strong>Diego e Bebo</strong> interpretam a música título do CD.</p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LmylPbnIkoI&hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LmylPbnIkoI&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object><br />
 </p>

<p>Boas Notícias!!!  <em>El Cigala</em> acaba de lançar seu mais novo trabalho. Chama-se <strong>Dos Lagrimas</strong>. </p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2601289912/" title="Diego, El Cigala - Dos Lagrimas por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3164/2601289912_20f8dacf63_t.jpg"align="left"hspace="8"vspace="8" width="100" height="93" alt="Diego, El Cigala - Dos Lagrimas" /></a></p>

<p><br />
Segundo li no jornal, é uma continuação do Lágrimas Negras. Claro que eu vou comprar JÁ!</p>

<p></p>

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<p><br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/lagrimas-negras.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/lagrimas-negras.html</guid>
<category>Baú de Cultura</category>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 12:51:24 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Bolo de Noiva</title>
<description><![CDATA[<p>À pedidos, vou publicar a receita do <em>bolo de noiva</em> , estilo pernambucano, que eu mesma fiz, aqui em Santorcaz.<br />
Claro que, para o casamento, eu contratei duas tortas maravilhosas na pastelaria artesanal perto de casa.  Uma de damasco e outra de nozes. Deliciosas!</p>

<p><em>Pero</em>...O paladar dos madrilenos para doces é muito diferente do meu. Eu gosto de doce que leva açúcar. Doce, doce. Aqui as sobremesas são meio "<em>sosas</em>", falta açúcar. Em compensação, eles gostam de muita gordura e os cremes e natas abundam. Puff...<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2594864761/" title="pastel de la boda  por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3029/2594864761_21915e0433_m.jpg" align="left"hspace="8"vspace="8"width="182" height="240" alt="pastel de la boda " /></a><br />
Então... como o casamento era MEU, eu queria um bolo de noiva pernambucano. Pronto.<br />
Liguei para a boleira mais maravilhosa do mundo, minha cunhada, bruxa das boas, já disse aqui. Anotei passo a passo suas recomendações  e resolvi arriscar-me. <br />
Mas decidi fazer um bolo pequeno e apoiar a sobremesa oficial nas tortas que havia encomendado, pois não queria impor meu gosto aos convidados </p>

<p>Tá bom,tá bom... para ser muito sincera, também não quis arriscar fazer uma merreca de bolo. Eu sou um tanto perigosa na cozinha... e mais quando o assunto é  <strong>pão</strong> ou <strong>bolo</strong>. Eles queimam, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2005/02/aprendiz-de-fei.html">suicidam-se</a>, murcham, viram pedra... ou papa. Em quase 90% das tentativas. É uma estatística " de peso"!</p>

<p>Mas não desisti da ideia... </p>

<p>Acertei nos 10%. Ficou ótimo!  E não sobrou nem um pedacinho pra guardar no congelador por um ano, como manda a tradição. <br />
<em>Bueno</em>, nada é perfeito... valeu ter feito, acertado e compartilhado com todos minha obra de arte culinária!</p>

<p>Aí vai a receita...</p>

<p><big><strong>BOLO DE NOIVA</strong></big><br />
(<small><strong> Receita de Jacyra, uma boleira pernambucana </strong></small>)</p>

<p> </p>

<p><strong>INGREDIENTES:</strong></p>

<p><br />
<strong>- 150 gr. de passas s/caroço</strong><br />
(Obs. deixar de molho em 1/4 copo de vinho doce na véspera)</p>

<p><strong>150 gr. de frutas cristalizadas picadas</strong><br />
(Obs. deixar de molho em 1/4 copo de vinho doce na véspera )</p>

<p><strong>- 300 gr. de ameixas s/ caroço</strong><br />
(Obs: fazer um doce dessa ameixa com 2 x. de água e 1 x. de açúcar na véspera.  )</p>

<p><strong>-300 gr. de manteiga</p>

<p>-300 gr. de farinha de trigo peneirada</p>

<p>-3 c/sopa rasas de fermento em pó </p>

<p>- 3 x. de açúcar</p>

<p>- 6 ovos</p>

<p>- 1 pitada de sal</p>

<p>- 1 pitada de noz moscada</p>

<p>- 1 x. de chocolate amargo</p>

<p>- 3 copos de vinho doce ( moscatel )</strong><br />
 </p>

<p><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2595699066/" title="bolo de noiva por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3237/2595699066_c477d592c3_m.jpg"align="right"hspace="8"vspace="8" width="240" height="180" alt="bolo de noiva" /></a><br />
<strong>MODO DE FAZER:</strong></p>

<p> </p>

<p>Bater o açúcar com a manteiga, o sal e as gemas. Acrescentar a farinha de trigo, o fermento e a noz moscada. Juntar aos poucos o vinho e por fim o chocolate. <br />
Acrescentar as frutas e passas umedecidas com o resto do vinho e finalmente juntar o doce de ameixa.<br />
Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha de trigo. Pré aquecer o forno por 10 minutos à temperatura de 170·.  </p>

<p><em>obs. Eu usei uma forma retangular, mas acho mais bonito em duas formas redondas para que se possa montar o bolo.</em></p>

<p>Manter o bolo nesta temperatura por +- 1 hora.</p>

<p>Verificar a consistência com um palito. Não deixar secar demasiado. Deixar esfriar antes de retirar da forma.</p>

<p><em>Obs: Se o forno for muito forte, deixar uma vasilha com água em baixo da grade, para criar um pouco de umidade. </em><br />
 </p>

<p><strong>COBERTURA</strong></p>

<p>Eu polvilhei açúcar glacê sobre o bolo frio. Mas o bolo VERDADEIRO  leva uma cobertura de açúcar maravilhosa que ELA sabe fazer... Um dia eu aprendo!</p>

<p>A foto é do bolo que <em>Jacyra</em> fez para nós quando fomos comemorar o casamento em Recife. </p>

<p> </p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/bolo-de-noiva.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/bolo-de-noiva.html</guid>
<category>Coisas de Amor</category>
<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 15:29:31 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Finalmente, num belo e frio inverno...</title>
<description><![CDATA[<p><br />
Segunda feira, 4 de Dezembro. O casamento estava marcado para o sábado 9, ao meio dia. Diferente do evento primaveril que imaginamos a princípio,  estávamos entrando num belo e frio inverno madrileño. Mais de cem convidados, vindos de toda parte da Espanha. Amigos e familiares sem outro compromisso que não fosse estar conosco no bendito <strong>dia D</strong>. Todos confirmados...TODOS! E juro que era para ser o mais simples almoço em família. Juro! Não sei como, a lista foi crescendo sozinha, todo dia e toda noite...</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2588164268/" title="casalzinho por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3076/2588164268_b092675e3e_m.jpg"align="left"hspace="8"vspace="8" width="181" height="202" alt="casalzinho" /></a><br />
Tudo bem, nós gostamos de um bocado de gente, a verdade é essa. E nosso casamento, depois da inusitada e romântica <a href="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2004/10/um-verao1.html">história </a> que vivemos, havia se transformado em um evento imperdível. As pessoas queriam estar dentro da nossa história também. Acho que elas queriam ser testemunhas oculares do que estávamos demonstrando há quatro anos. Que era possível realizar os sonhos. Ser feliz era possível. Muitos deles, enquanto estavam em nossa casa em alguma ocasião durante esses anos, sentiam-se mais amorosos com seus pares, demonstravam mais carinho uns com os outros. Diziam  que nossa harmonia os inspirava. </p>

<p>Não é que assinar um pedacinho de papel fosse acrescentar amor ao nosso convívio, mas aqui na Espanha o estado civil faz muita diferença na interpretação que as pessoas fazem de um relacionamento. Nosso casamento significava, principalmente para a ala mais conservadora deles, que estávamos "confirmando" social e juridicamente nossa intenção de seguirmos juntos. À vera!</p>

<p>Pois sim... no dia seguinte já estaria aqui a única representante da turma de amigos pernambucanos.  </p>

<p>Mas <strong>nada de documentos</strong>. E sem eles <strong>não haveria casamento</strong>. </p>

<p>O homem do Registro Civil havia prometido de pés juntos, depois de assumir seu erro, que resolveria tudo em uma semana.  Os dias passaram, acabou o prazo dele... e nada. <br />
<em>Olhos-de-mar-azul</em> disfarçava seu nervosismo e tentava convencer-me que fingir uma assinaturazinha num livro falso era menos criminoso do que desmarcar tudo e avisar às pessoas que <em>"nada, que estava tudo bem mas que podiam ir comer com a sogra que aqui não ia haver nadica de boda."</em><br />
 <br />
Tá. Neguei-me. Neguei-me às duas alternativas, fingir ou desmarcar, e escolhi uma terceira: negar o problema. Saí de casa no dia seguinte para comprar uma camiseta de seda e rendas para vestir por baixo da blusa, decidida a me fazer de louca diante das bruxas..larita... laritaaa... Se elas vissem que eu não estava com medo ou arrancando os cabelos de histeria, quem sabe perdessem a graça da brincadeira de mal gosto. <br />
Rodei por todas as lojas buscando uma simples camiseta interior para uma cinquentona gordinha - <strong>mas noiva</strong> - e com direitos iguais aos das outras noivas jovens e magras: algo sexy  e bonito no dia do seu casamento.  <br />
A tarefa não era fácil. Assunto mais do que batido aqui. Já viram as camisetinhas das pessoas <em>"maiores"</em>? Elas parecem um babador. Arredondadas no pescoço, sem desenho nem corte. E renda? Aqui, "renda" se diz "encaje". Encaixar pra que? Quanto mais discretas melhor, de alças largas e cor da pele, no máximo com um lacinho central, sem graça, que é para ninguém olhar duas vezes.</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2588217136/" title="loja H&amp;M por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3025/2588217136_52c5d9a995_t.jpg"align="left"hspace="8"vspace="8" width="100" height="75" alt="loja H&amp;M" /></a> Mas eu achei uma. Uau! Linda. Branca, rendas finíssimas, alcinhas delicadas e fazendo jogo com umas calcinhas perfeitas, bonitas e inteiras. Nada dessa coisa sem traseiro, quase fio-dental  que é moda sexy atual.( Requisito absolutamente dispensado por mim desde sempre. Não sei como as mulheres aguentam aquilo! ) <br />
Comprei o conjunto, feliz da vida. <big>A-do-rei! </big><br />
No mesmo momento em que saí da loja com um sorriso estampado na cara, soou o celular. Era o prometido. <br />
<strong>Já tinha os papéis na mão. </strong><br />
<strong>Yesssss! Oh!... sim... sim...SIM!</strong> <br />
Suspirei fundo e me senti taaaaaão feliz que não podia mais fechar a boca. Sabe cara de louca, riso de louca? E nem <em>tchum</em> para quem estivesse com medo de mim! Ahahahahhahah! Que foi?<br />
Ok. Ok... eu sabia que já eram duas da tarde do dia  5 de Dezembro. Expediente  encerrado. E dia 6 seria feriado. Mas isso a gente resolvia, nem que fosse invadindo a casa do prefeito em pleno <em>Dia de La Constituición.</em> </p>

<p>Ele não estava, mas tudo bem, calma... ainda tínhamos o dia 7, dia normal. Esperávamos que não tivessem declarado <em>"puente"</em> na prefeitura. Imprensar aqui é fácil como no Brasil.<br />
No dia 7, às 9 da manhã estávamos em Santorcaz com tudo na mão para entregar a Florentino. Ah, Florentinozinho, por favor... não invente problemas, tá? Ele sorriu e disse que já estava pensando que havíamos desistido! <br />
Ho ho ho! <em>Ni muerta</em>...</p>

<p>Pronto. Tudo pronto. <br />
Aproveitei a paz da manhã para fazer um bolo de noiva, como é costume no nordeste brasileiro. É feito com vinho doce e frutas cristalizadas, ameixa e passas. Uma delícia! Aqui não existe este costume. O bolo de noiva é comum, só com aquela cobertura especial e lisinha. Isso não sei fazer, mas o bolo sim. E fiz um. Cobri com açúcar fininho e pus numa bandeja. Em vez de flores, frutas ou bonequinhos de plástico, decidi fazer uma brincadeira. Enfeitei a bandeja com um barco de madeira que comprei para "concretizar" o sonho de um dia fazer uma grande viagem num veleiro, com meu lobo do mar. O barco está atracado há anos em cima da estante, junto ao farol azul. Sonhar faz bem, não é?  <br />
Para completar, juntei um marinheiro barbudo, de gesso, que havia recebido dele, por surpresa, em Recife, muitos anos atrás. Eu o deixava na sala e às vezes conversava com ele, como se pudesse realmente ouvir-me, naqueles tempos de louca e apaixonada por uma "ilusão".  <br />
Gostei que ele pudesse estar conosco na mesa em vez de um objeto qualquer que não tivesse qualquer papel na nossa história. E, como sua parceira, uma boneca de barro, "a peituda",  sua companheira na estante desde que vim morar na Espanha. Pronto. Estava engraçadinho mesmo.  </p>

<p>Em casa já estavam alguns dos convidados. A festa havia começado. Todo mundo achava que já que estava aqui, bem que podíamos começar, né não?<br />
Nãooooooo! Imagine, começar a beber e comer dois dias antes! No dia mais importante estaríamos inchados, cansados e de ressaca!?  Eu tinha que estar sequinha pra vestir a roupa cereja e não parecer uma!! </p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/2588164244/" title="mafalda música por Nora Borges, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3267/2588164244_2bb7abbdae_t.jpg" align="right"hspace="8"vspace="8"width="100" height="68" alt="mafalda música" /></a><br />
Mas o vizinho decidiu ajudar. E fez a festa na casa dele. Chamou todo mundo para um almoço de aniversário. Como assim?  De repente estava todo mundo lá, bebendo, comendo, fumando, bebendo, bebendo... e bebendo. <br />
Apareci por uma horinha, agradeci o convite e voltei para casa. Queria descansar, finalmente poder relaxar, curtir uma música suave, receber uma massagem no pé... ( de quem? ) mas tinha que conferir a arrumação do salão, levar as plantas, o som, as cortinas, contar novamente as pessoas e reorganizar as listas das mesas. Nunca entendi porque ela mudava todos os dias. A gente organizava as pessoas nas mesas e guardava o papel. No dia seguinte, ao conferi-la, estava diferente. Parecia uma mágica. De repente, descobríamos um casal fora de lugar, uma cadeira vazia. Saco! Como é que eu ia levar as plantas para o salão sozinha? E o som? Como assim SOZINHA? Essa turma que chegou antes não vinha para ajudar?! Como assim festinha na casa do vizinho?<br />
Pois sim... todo mundo lá, inclusive o prometido. E era quinta-feira. Quinta! Eu não queria fazer TUDO justamente no dia anterior e depois aparecer no sábado com dor nas costas, pernas pesadas e cara de cansada. <br />
A velocidade com que eu pensava tudo isso não estava lá muito saudável. Respirei fundo. Tomei um banho demorado, organizei a sala super bagunçada pela presença das bolsas e sapatos dos filhos e todos os seus objetos imprescindíveis espalhados por todas as mesas, sofás e tapetes. Quem mandou querer fazer festa de casamento! Quem mandou querer todo mundo em volta! </p>

<p>Em busca de um momento <em>zen</em>, escolhi uma música, recostei no sofá e dormi enquanto esperava que chegassem do tal almoço. Nada. Sete da noite e nada. <br />
 <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="mafalda2.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/mafalda2.jpg" width="107" height="141" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span><br />
Quando despertei e olhei o relógio, a mulher <em>zen</em> do cochilo evaporou-se rapidamente e em seu lugar apareceu uma criatura em transe raivoso. Às oito e meia decidi telefonar para o celular do prometido. <br />
<em>"Quiéquitutáfazendoaí!!!! AINDA!" </em> Pelo tom da minha voz ele percebeu que algo estava fora do normal e veio. ( Vê como é bom poder falar no próprio idioma nessas horas?!)</p>

<p>Chegou preocupado e encontrou o prototipo da mulher insuportável. Agora sim, ele ia desistir mesmo. Eu estava simplesmente horrorosa! </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="mafalda1.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/mafalda1.jpg" width="122" height="150" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span><br />
A cara inchada, o nariz vermelho, falando enquanto chorava com a boca enorme igual a de Mafalda, os cabelos idem, arrepiados por ter dormido com eles molhados, andando pela casa e guardando coisas nos armários, que fechava com uma força desmedida, odiando a mim mesma, sentindo-me  ridícula por estar me comportando assim, por desejar ser o centro de suas atenções, que estivesse comigo conferindo os últimos preparativos e não bebendo e comendo na casa dos outros, sem mim e... e... eu estava explodindo! <br />
Finalmente toda a tensão dos meses anteriores começou a sair por todos os poros. Comecei a enjoar e corri para o banheiro. Vomitei. Eca! como é que o cara vai querer casar com esse troço de gente!? Chorei mais e mais. Enquanto lavava o rosto me olhei no espelho. Oh! meu Deus! solucei.Tenho que parar de chorar antes de sábado!</p>

<p>Quando apareci na cozinha ele segurava um copo de água fresca, abraçou-me e tentou acalmar-me. <em>"Pronto. Já está. Amanhã faremos tudo. Você descansa"</em>, prometeu. <em>"Eu vou ficar aqui. Que quer que eu faça?" </em> perguntou. <em>"Nada, a essa hora mais nada"</em>, respondi. <em>"Só que fique comigo." </em>Tá. Mais calma, cortei e pintei as unhas,  ainda fungando, enquanto ele, mais uma vez, conferia e corrigia a lista das pessoas nas mesas. <br />
Duas horas depois chegaram os festeiros e o vizinho, cantando felizes e cheios de vinho. Mas eu já estava refeita. </p>

<p>No dia seguinte chegaram outros hóspedes. Cada um com seus horários! Um tal de ir e vir que só vendo.<br />
Enquanto meu pirata tranquilão terminava de organizar as bebidas, as plantas e mesas e as mulheres da família recebiam ordens da cozinheira, etc. descobri que havíamos esquecido de comprar as frutas que iriam ornamentar as mesas. Inferno!  Dia 8 de Dezembro. Feriado nacional. Nada aberto. Nada! Como assim!!! Como pude esquecer isso????</p>

<p>Esqueci. Pronto! <br />
Desisti da ornamentação. Ia ficar meio feio ver as mesas brancas e nuas, mas eu não podia mais brigar com as bruxas. Desta vez elas ganharam! pensei.</p>

<p>Que nada! Minhas amigas podiam. Rá!  Uma pernambucana que não falava Espanhol e uma espanhola que não falava Português, duas artistas e tanto, uniram-se na empreitada e armadas de facas e tesouras desapareceram nas trilhas em volta da casa. Voltaram com nozes e amêndoas e improvisaram umas cestas fantásticas com frutos secos, fitas e plantas invernais. Ficou lindo e super natural!</p>

<p>Pronto. Tudo ok.</p>

<p>Só teria que livrar-me das ideias adolescentes da cunhada que queria jogar açúcar na minha cama, para adoçar nossa última noite de solteiros e tudo sairia bem. Prometi arrancar-lhe o olho esquerdo se tentasse a gracinha e ... já. Esquecido o assunto. <br />
Será que ela acreditou mesmo? Deve ter ficado no mínimo na dúvida. Uma sul americana pode ser muito perigosa, né não? Ho ho ho! E uma que vem de Pernambuco, lá onde o vento faz a curva... nunca se sabe! <br />
Salvei-me da doce noite!</p>

<p>Então... Organizei a roupa sobre o aparador do quarto, provei tudo de novo, escolhi uma correntinha de ouro que ganhei de presente de minha mãe no meu aniversário de dezoito anos e uns brincos que foram dela. Na corrente decidi pendurar uma medalha que foi da minha avó, outra que usei toda a minha infância e uma pequena e lindíssima figa de ébano que também era da Princesa. Queria um pedacinho de cada uma das mulheres que amaram até as últimas consequências das suas vidas, perto de mim.  Quando estava tentando enfiar a corrente no pequeno aro da figa, ela se quebrou em duas, na minha mão. Ó...ó! <br />
A figa não é um símbolo de proteção!? Como assim a danadinha se parte bem na véspera do meu casamento!? Ui, que mêda!! </p>

<p>Sem dizer nada a ninguém fui buscar uma cola super-hiper-rápida no armário da cozinha, mas não encontrei. Eu não sou muito shsssss....<small>supersticiosa</small>, hahahaha, dizendo bem baixinho... mas com essas bruxas voando sobre o telhado era melhor não dar bobeira!   <br />
Cascavilhei a caixa de jóias da <em>Princesa</em> e encontrei outra figa, esta de marfim. Com todo cuidado enfiei-a na corrente e guardei a quebrada dentro de um chumaço de algodão. Pedi proteção a todos os bons fluidos do universo, incluindo minha mãe e minha avó, e dormi com ela pendurada no pescoço.<br />
 <br />
No dia seguinte, tan-tan-tan-aaannnnnn... que nervoso, meu jesuscristinho!  Todo mundo acordou cedo. Uns de ressaca, obviamente.  Uma confusão de gente para comer e tomar banho e tal e qual. Gente se vestindo no escritório, as mulheres de roupão, maquiando-se pela casa... secadores soprando ares quentes em todos os cômodos, eu sendo requisitada para saber quem estava bem, quem estava mal ( todas estavam maravilhosas ) e então... </p>

<p><em>O grande-e-carinhoso-noivo-dono-do-melhor-dos-corações</em>  foi buscar seu irmão mais velho na estação de trem mais próxima, a meia hora daqui. Saiu às 10 horas da manhã. Uma hora para ir e voltar. Tá. Voltaria às onze, sem falta. E às doze e meia estaria  lavado, perfumado e vestido, me esperando lá na Câmara dos Oficiais, onde celebraríamos a cerimônia.Tá.<br />
Às doze ele ainda não estava aqui. O portão quebrou. O portão <strong>e-lé-tri-co</strong> da base pifou, fodeu, morreu... sei lá o que. Não abria e pronto! </p>

<p>Estava fazendo um frio de rachar a alma, como em nenhum dos dias até aquele. As bocas tiritando do lado de fora do carro, todos os soldados tentando resolver o problema e nada do portão abrir. Depois de um tempo escutando as risadas assustadoras das <em>narigudas</em> ( tinham que ser elas ) um técnico improvisado convocado às pressas conseguiu abrir o pesado portão de ferro e o carro entrou. </p>

<p>Ele chegou em casa correndo mas sorrindo, como sempre. Tem um humor fantástico esse meu pirata! <br />
Não sei como ele consegue essas coisas, mas de banho tomado, perfumado e vestido, às doze e meia em ponto ele estava na Câmara, me esperando. A criatura é capaz de aprontar-se completamente em menos de dez minutos. </p>

<p>Agora já estavam todos lá. Só faltava eu. O padrinho prontinho na sala, esperando... e eu ainda de roupão. Olhei a tal roupa cereja  sobre a cama com satisfação. Valeu a pena o suplício que passei para encontrá-la em pleno outono-inverno madrileño. Simples e elegante, era justo o que eu queria. E então... comecei a vestir-me... e a suar. Na cara, no cabelo, no pescoço, nas pernas...  Já tentou vestir uma meia fina com as pernas úmidas? Hã? ( Pergunta só para mulheres, sim?) A meia furou no meio do caminho da segunda perna. Plano B. Meia suplente na gaveta. Auto comandos mentais. Calma. Tudo bem, tenho outra meia. Essa não pode furar. E eu suando... queria outra ducha ( Jorro de água dirigido sobre o corpo de alguém, com fins terapêuticos ou higiênicos, segundo Aurélio ) queria um ar condicionado, queria não suar! </p>

<p>Só estando louca! Um frio de morte lá fora e eu morrendo de calor. Pense. Pense. Ar condicionado do lado de fora. <strong>Abrir a janela, JÁ!! </strong> Escancarei a janela do quarto e fiquei ali, contando até dez.  Em menos de segundos eu estava perfeitamente gelada. E seca. Recomecei com calma. Fui me vestindo olhando para o jardim e levando um bafo gelado por todo o corpo. Que boa ideia! Quando terminei, peguei o ramo, o braço do meu amigo e padrinho... e lá fui eu casar com <em>olhos-de-mar-azul</em>. Atrasei meia hora justa. Normal. Não sou da marinha nem tive qualquer treinamento militar em toda a minha vida.  E depois, para quem esperou tanto... bem que podiam esperar-me uma meia horinha!</p>

<p>Quando entrei na sala, estavam todos ali mas eu só olhei para ele. Quando nossos olhos se encontraram e ele sorriu daquele jeito <em>tarja-preta</em>, confirmei o que soube desde o primeiro encontro há tantos anos: nasceu para mim esse sujeito. Onde estava? Por que demorou tanto, tanto! </p>

<p>Daí em diante, nem bruxas, nem duendes, nem nada. Eu e ele. Juntos. De mãos dadas. Em volta de nós as palmas, o adágio de <strong>Benedetto Marcello</strong> tocado maravilhosamente pelo filho músico, o olhar feliz da minha filha, os olhares úmidos dos amigos emocionados, as palavras de Florentino, o livro onde assinar de verdade... as minhas lágrimas misturadas com um enorme sorriso, os abraços e beijos dos amigos, o brinde com cava espanhola, a paella gostosa, os olhares cúmplices que trocávamos, a felicidade estampada em  nossas caras.</p>

<p>Todo o resto a nossa volta foi lindo... mas o realmente especial era que o inacreditável para muitos, até para nós no início dessa história, estava realmente acontecendo. Havíamos superado todos as dificuldades, um oceano... e estávamos juntos. </p>

<p>Quase doze anos depois daquele primeiro e frustrado encontro na festa do <strong>Juan Sebastian Elcano</strong> em Recife, estávamos casados! </p>

<p>Incrível! Mas aconteceu mesmo!</p>

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<p> <br />
<small>Ps. A "peituda" foi roubada no dia seguinte ao casamento. Não posso nem imaginar quem possa ter feito isso. Quando estive em Pernambuco, tentei encontrar uma igual, mas não consegui. Ainda não me conformei!<br />
Ps2: A figa de ébano já está coladíssima!</small></p>

<p></p>

<p><br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/finalmente-um-b.html</link>
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<category>Coisas de Amor</category>
<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 20:31:53 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Antônio Nóbrega em Madrid.</title>
<description><![CDATA[<p>Esta cidade me dá cada alegria!</p>

<p>Um vez me deu de presente uma noite com <em>Vinicius de Moraes</em> através de um belo filme chamado <em>Quem Pagará o Enterro E As flores Se Eu Morrer de Amores</em>. Chorei como uma <em>"Madalena" </em>enquanto escutava todas as canções de minha adolescência, mas voltei para casa com a alma lavada. <br />
Tem choro que não causa dano, hidrata.</p>

<p>Essa semana fui mais longe. O contato foi de terceiro grau!  Tive o enorme prazer e sorte de poder participar de uma oficina musical com o artista brasileiro <strong>Antonio Nóbrega</strong>. Assim, carne e osso, pertinho, numa classe  quase particular de cultura brasileira onde se repartiu altas doses de talento, carisma e  grande conhecimento da história da nossa música.   </p>

<p>Por duas manhãs inteiras pude participar ativamente da oficina, rir e chorar, cantar e conversar com Antonio e seus músicos. <strong>Lula,na sanfona; Gabriel, na bateria; Pitoco no sax, clarinete; e Edmilson, no violão e cavaquinho. Antonio com voz, violino, bandolin, violão e a dança.</strong> Tudo e todos na mesma empreitada: explicar os fundamentos da musica brasileira, contar um pouco da sua formação, tocar e cantar o mais emblemático dela.  Coisa mais linda, meu Deus!</p>

<p>Eu, como Nóbrega, sou de Recife, Pernambuco. Só de ouvir um Baião, um Xote...um Frevo rasgado, meu coração dá cambalhotas. Agora imagine ouvir essas músicas tocadas em seu violino, interpretadas por suas mãos mágicas e acompanhadas por movimentos  de dança que só ele sabe fazer.  Não é que outros não possam reproduzir seus passos. Mas é que a forma como ele dança é só sua. <br />
Como a gente reconhece o andar de Chaplin, a gente reconhece a postura de Antonio Nóbrega quando ele toca, canta e dança. Ele não apenas dança...ele flutua.<br />
Só ele faz como ele. Antonio é único.</p>

<p>Um amigo espanhol disse que ele é capaz de dançar sobre uma moeda, referindo-se ao pouco espaço que o artista tinha no palco para mover-se e a beleza com que o fazia, apesar dos limites.<br />
Por sinal, meu amigo também disse que se Antonio dançasse e cantasse pelo mundo a fora, poderia não terminar com a fome, mas com certeza acabaria com toda a tristeza. Eu concordo. Ele é de uma alegria contagiante. </p>

<p>Entretanto, para mim,  também estimula a nostalgia, a emoção reflexiva... e a saudade,   pois traz em sua bagagem artística obras de antigos compositores e as músicas que os fizeram imortais.</p>

<p>Ele tem uma marca registrada: seus chapéus. Desde que eu me lembro, e fazem muitos anos, ele se apresenta de chapéu. As calças são frouxas e ele dedica um tempo a levantá-las com as mãos, numa forma a mais de compor seu estilo. <br />
Cada movimento de braços e pernas, de caras e bocas,  de saltos e paradas mais um toque nordestino à sua singela figura.</p>

<p>Agora eles estão indo para Barcelona, repetir a dose lá. Dias 9 e 10 de Junho. </p>

<p>E eu fico aqui, com a linda lembrança destes dois dias, a enorme saudade de Pernambuco...e o coração hidratado.</p>

<p>Hoje passei o dia escutando o CD  que ganhamos de presente na última visita ao Brasil, <strong>100 Anos de Frevo</strong>, e depois já emendei com <strong>Luís Gonzaga, Alceu Valença, O Bloco da Saudade...</strong><br />
 </p>

<p>Ai, ai... saudade. Saudade tão grande...</p>

<p> </p>

<p><strong>Ps</strong>. <small>O vídeo é de um show lindo... vale a pena! </small></p>

<p> <br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KocHvGSLTYg&hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KocHvGSLTYg&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p><br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/antonio-nobrega.html</link>
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<category>Baú de Cultura</category>
<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 19:20:04 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Profano</title>
<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="hostia.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/hostia.jpg" width="200" height="142" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span><br />
Sofia estranhou aquela consistência. Meteu os dedos na massa e levou-os à boca só para constatar que o gosto também fugia ao comum. O comum era não ter gosto. Entretanto seguira à risca os ensinamentos da mãe. <br />
 <br />
Padre Rafael apareceu na porta no momento em que ela lambia os dedos. De bermudão. Sofia enrubeceu. 'Algo errado?' Perguntou ele se aproximando. Sem esperar resposta, tomou a mão da moça, enfiou-a de novo na massa, lambeu cada um dos seus dedinhos e sentiu o estremecimento do seu corpo. 'Não se preocupe, filha, estas hóstias ainda não estavam consagradas.' </p>

<p><strong>Leila Silva</strong></p>

<p>Ps. Leila é dona do excelente blog <a href="http://www.cadernosdabelgica.blogspot.com">Cadernos da Belgica</a>. Adoro seus contos. </p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/profano.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/06/profano.html</guid>
<category>Baú de Cultura</category>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 09:38:53 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Ai...Ai...</title>
<description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/25309104@N05/2521162708/" title="gordinha2 por verbeat blogs, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2229/2521162708_47cdcaa8cd_m.jpg"align="left" hspace="8"vspace="8"width="139" height="240" alt="gordinha2" /></a><br />
Ando tão cansada da luta constante contra esse trocinho infeliz que marca o peso das pobres pessoas! Se é tão simples ser feliz com um pedaço razoável de queijo curado, um bom vinho tinto e um pão chapata quentinho! </p>

<p><br />
E aquele sujeito franzino me manda substituir a felicidade por abacaxi e espargos?! <br />
E eu ainda pago para tomar umas pílulas de fibra ( naturais?) que me deixam entupida, ansiosa e triste?! </p>

<p><br />
Quem mandou dar tanto poder a um desconhecido magrelo, branquelo, com menos de trinta anos e (arrisco inclusive a dizer) com pouquíssima experiência de perdas e ganhos para que acione o maldito equipamento que detecta qualquer deslize feliz cometido  durante uma mísera semana!! </p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/25309104@N05/2520343945/" title="gordinha test por verbeat blogs, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3023/2520343945_a26e461e05_m.jpg" align="right"hspace="8"vspace="8"width="166" height="188" alt="gordinha test" /></a></p>

<p><br />
Eu preciso acreditar que é só por um tempo...  que é só até poder vestir um maiô e não ter vontade de entrar embaixo da cama e ficar ali até o verão passar.  </p>

<p></p>

<p><br />
Amanhã tem branquelo e balança... tóin! </p>

<p></p>

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<p>**************************************</p>

<p><big>Soube um dia destes que as <strong>calorias</strong> são uns bichinhos transparentes que vivem dentro dos armários e, durante a noite, <strong>apertam as roupas das pessoas</strong>. Rá! </p>

<p>Estou deixando a roupa fora do armário por um tempo... <em>por se acaso</em>!</big></p>

<p><br />
**************************************</p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p><br />
 <br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/05/aiai.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/05/aiai.html</guid>
<category>Corpo&amp;Alma de Mulher</category>
<pubDate>Sun, 25 May 2008 11:30:36 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Porque hoje chove...</title>
<description><![CDATA[<p><br />
Porque eu tenho um café quente na caneca azul...porque eu choro quando estou cheia  daquelas saudades sem nome.. porque eu amo quando <strong>Tom Waits</strong> enche a casa com essa voz ... E porque hoje é sexta e eu queria um whisky com os amigos na casa com cheiro de jasmim de Casa Forte.</p>

<p><br />
Eu ouço e derreto.</p>

<p><object width="425" height="373"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XrkThaBWa5c&hl=es&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6&border=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XrkThaBWa5c&hl=es&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6&border=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="373"></embed></object></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/05/porque-hoje-cho.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/05/porque-hoje-cho.html</guid>
<category>Música</category>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 17:16:53 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Avistando África... desde Tarifa.</title>
<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="Vista-de-Tarifa1.JPG" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/Vista-de-Tarifa1.JPG" width="360" height="162" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span><br />
<small>* Escrevi este post nos últimos dias de Abril. Mas só pude publicar agora.</small> </p>

<p>Estou em <strong>Tarifa</strong>. Um privilégio, eu sei. Todos aí em plena jornada de trabalho e eu aqui, nesse maravilhoso rincão do planeta, aproveitando esses mares e a extraordinária luz do pueblo mais meridional da Europa enquanto assisto a recuperação do tornozelo quebrado do meu pirata, depois de mais de um mês imobilizado num gesso até o meio da perna.<br />
Saímos todos os dias pela manhã para andar à beira mar na <em>Playa de los Lances</em> de forma a fortalecer a articulação e restituir à musculatura da sua perna direita a flexibilidade de sempre. </p>

<p>Não há ninguém na praia a essa horas, a água dói de tão gelada, o vento sopra sem piedade, uivando como um lobo assustado. As gaivotas, que em outras circunstâncias pousam na areia molhada em busca de pequenas delicias, tampouco são muitas por aqui. Uma ou outra mais atrevida arrisca planar sobre  nossas cabeças mas logo desiste do esforço se vai para a <strong>Isla de las Palomas</strong>, ligada ao povoado por um estreito caminho de pedras  que tem o Mar Mediterrâneo de um lado e o Oceano Atlântico do outro ou seguem para a <strong>Punta del Santo</strong>, bem na entrada do pequeno porto. <br />
Além delas e de nós na paradisíaca paisagem apenas os grandes navios que cruzam o <strong>Estreito de Gibraltar</strong>, a beleza do brilho prateado do sol sobre a água encrespada e, sob nossos pés, as espetaculares correntes de areia fina  que deslizam pelo solo até o mar empurradas por rachas de um vento infernal.  </p>

<p>Aqui o vento tem o protagonismo que merece. Ninguém sai de casa sem informar-se sobre ele. E quem está pelas ruas não tem assunto melhor que esse para começar uma boa conversa de pé na esquina. Com o sotaque cantadinho, como o dos pernambucanos, o tarifenho cumprimenta com um <em>" ái...el levante parece que afloja esa tarde"</em> e outro responde <em>"ná...parece que vá seguir hasta maña..." </em> Eles não terminam as palavras, nunca. Se é para dizer <strong>nada</strong> dizem <strong>ná</strong>; <strong>todo</strong>, dizem <strong>tó</strong>... <strong>cansado</strong> é <strong>cansao</strong>, e pronunciar o S é quase impossível. <strong>Fastidiado</strong> é <strong>faftidiao</strong>...e por aí vai. </p>

<p>É preciso uma atenção redobrada para entendê-los, tanto na pronúncia quanto no vocabulário, enquanto contam sobre os ventos que assolam a cidade.<br />
O fato de ser <em>poente</em> ou <strong>levante</strong> faz uma enorme diferença, mas a violência com que o vento sopra é que dá as ordens. Um levante muito forte pode deixar todo mundo dentro de casa. Os barcos pesqueiros não saem ao mar. E se dura demasiado tempo as pessoas tem dores de cabeça, enjôos, mal humor. <br />
Mas cuidado! um poente forte é muito pior. Além de  causarem todos os outros efeitos, a intensidade dele e o tempo que perdura,  dizem,  pode levar à loucura.</p>

<p>Pois deve ser verdade... </p>

<p>Eu fico quase louca com ambos. Agora é levante, dos medianamente fortes. A areia entra pelos buracos da minha cara, o cabelo dá nós impossíveis de desfazer, uma irritação na boca do estômago, uma vontade de não-sei-o-quê. <br />
Sair de casa é enfrentar o vento e perder a batalha. Ficar em casa é pior. </p>

<p>Minha sogra fecha todas as portas e janelas, a pressão atmosférica oprime minha cabeça e meu peito, fico sem lugar e sem vez. Na televisão os programas variam de novelas a novelas, de novelas a novelas ( ela assiste todas )  e os filmes de fim de noite já passaram milhares de vezes. O novo livro que eu trouxe ainda não me atracou, a Internet não funciona...<strong>Murakami</strong> já acabou!  ( Por sinal, amei o Tokio Blues).</p>

<p>Prefiro sair por aí. Enrolo um lenço na cabeça, como as muçulmanas, óculos escuros, jeans e tenis. <em>Vaya</em> figurinha! Se vou a favor, o vento me ajuda . Se é para ir contra ele, custa viu! Mas eu vou.</p>

<p>Descobri um <em>cyber</em> legal. Vende cadernos maravilhosos, agendas lindas, livros, lápis, canetas, papéis de carta, envelopes...tenho que me conter para não arrasar de comprar, sou fanática por tudo isso. Ah... e dez computadores em WiFi. <em>Yesss! </em> Esse seria um negócio que eu gostaria de levar. <br />
A "fauna" tarifenha que frequenta o lugar já seria um boa distração. Cada figura! Ficaria ali mais do que o necessario, desde que não tivesse que pagar por minuto... <br />
<em>Entoncesss</em>... me voy.  Só de pensar em voltar para a casa fechada a cal e canto, com o vento silvando como louco pelas frestas da janela, sigo andando pelos becos do pueblo, entrando em todas as lojas, futucando os belíssimos anéis de prata, os braceletes coloridos, as roupas alternativas que eu adoro. </p>

<p>Em Tarifa ninguém se veste como em sua própria cidade. Aqui todo mundo veste  como em Porto de Galinhas, com a diferença de mais um poquinho de frio.  Acho que os dois <em>pueblos</em> têm a mesma característica. Gente de toda parte vive aqui. Gente de toda parte passa por aqui. Isso altera muito a personalidade do lugar e ele vai ganhando um jeito próprio de ser, falar e vestir. Gente que faz tranças rastafari no cabelo, que usa roupas coloridas, rendas de algodão, sandálias de couro com desenhos originais e tecidos rústicos, pedras artesanais.  Gente com cara de gringo , vestido de qualquer jeito caminha por todos os becos, por toda parte, mas que importa? A cidade vive disso. Dos campeonatos de kitesurf, windsurf, cinema africano, música flamenca. <br />
Algumas marcas de roupas nascidas aqui são famosas por toda a Espanha. <br />
Gosto das camisetas da <strong>El Niño </strong>( originalmente moda masculina e agora, devido ao imenso sucesso , unisex ) e da moda divertida da <strong>Mala Mujer</strong>, mas esta ... tcs.tcs...só é divertida para jovens magras.  Como sempre, as prendas sao fabricada para as sílfides e além disso as que podem mostrar a barriga. Tudo <em>coladjinha</em> e  <em>curtchinha</em>, tá!  . Tamanho G é 40 de largura e 38 de altura. Tóin! Tem graça não, viu!</p>

<p>Bueno... também são um tanto caras. Parei  numa vitrina para ver uma túnicazinha leve de algodão, mas quando vi que custava 91 euros, desisti. Resmunguei um comentário para mim mesma...<em> "noventa-e-um euros, vaya!" </em>e a dona, que estava por perto escutou. Com prepotência e cara feia me encarou dizendo que <em>"dentro tinha coisas mais caras"</em>... hahaha!<br />
Sorri para ela. Tá bom, <em>mujer</em>. Que fique com <em>tudjin</em>...</p>

<p><strong>Tarifa</strong> é tão linda, que basta que o vento relaxe para o  bom humor me acompanhe a toda parte!</p>

<div><embed src="http://www.imageloop.com/looopSlider2.swf?id=7d14773b-80bc-19dc-8564-0015c5fcf618" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" allowScriptAccess="always" flashvars="c=01,01,02,01" width="450" height="300" style="width:450px;height:300px;" ></embed><div style="width:450px;padding-top:3px;"><a href="http://www.imageloop.com/setuplooop.htm" target="_blank"><img src="http://www.imageloop.com/_img/bt_myo_new.gif" border="0" style="display:inline"></a><a href="http://slideshow.noraborges.imageloop.com" target="_blank"><img src="http://www.imageloop.com/_img/bt_vap_new.gif" border="0" style="display:inline;vertical-align:top;"></a></div></div>

<p> <br />
O que se pode fazer? Comprar uma <strong>shilaba</strong> ( túnica árabe ) dessas largas e gostosas de vestir. São lindas e custam entre vinte a trinta e cinco euros...</p>

<p>Vou fazer isso da próxima vez.</p>

<p>* <small>Mais sobre Tarifa  <a href="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2005/09/tarifa-me-conqu.html">AQUI</a></small></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/05/avistando-afric.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/05/avistando-afric.html</guid>
<category>Cicatrizes da Mirada</category>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 18:45:39 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Um presente casual...</title>
<description><![CDATA[<p><br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="assédio.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/ass%C3%A9dio.jpg" width="86" height="129" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span><br />
Ontem me preparava para postar sobre <strong>Tarifa, onde estive por 15 dias,</strong> quando escutei uma música africana belíssima vinda da TV. Corri para ver o que era... E que presente! assim, de graça... só porque eu estava precisando! <br />
Benditas casualidades cósmicas!  Justamente naquele momento estava começando <strong>Assédio, de Bernardo Bertolucci</strong>. <br />
Impossível perdê-lo. Esse está na lista dos que a gente deve ter.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="cinema-shandurai.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/cinema-shandurai.jpg" width="277" height="198" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span> Vi esse filme há muitos anos, em Recife. Me enamorei dele e da música e por muito tempo tentei comprar a trilha sonora mas jamais a encontrei.Tampouco pude assistir o filme nunca mais!  <br />
Ontem à noite ele me surpreendeu dentro de casa, assim, sem aviso prévio, de surpresa.<br />
Interessante é que os filmes do Van Damme e Segall - que aqui passam quase todos os dias - são anunciados milhares de vezes. Mas uma pérola de <em>Bertolucci</em> vem  sem anúncio, na surdina!</p>

<p>Adoro ver uma e outra vez os filmes da minha vida. <strong>Assédio</strong> é um deles. É uma história de desejo e amor, numa dose maciça de arte e beleza. <br />
Imagens cuidadosamente trabalhadas entre sombras e luz,  regadas por uma música que atua como um dos personagens principais.<br />
 <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="assedio-bertolucci.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/assedio-bertolucci.jpg" width="152" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>O filme de <em>Bertolucci</em> é de uma fineza de detalhes, uma perfeição de luzes e cores, um espetáculo de música,  de delicada sensualidade...<br />
Um filme para se ver de mãos dadas, encolhida no fundo de um sofá cor de laranja, com a chuva madrilena molhando os cristais da janela do invernadeiro. Foi melhor vê-lo agora que na primeira vez.<br />
É bom também deixar o som muito alto para que o piano  de <em>Mr. Kinsky</em> inunde a sua casa junto com o sorriso doce e infantil de <em>Shandurai</em>.<br />
Quem sabe essa dose maciça  de arte possa remendar qualquer alma ferida pela crua e enferma  grosseria da realidade televisiva dos últimos tempos.</p>

<p><object width="425" height="373"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S9MYO8--2jU&hl=es&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6&border=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/S9MYO8--2jU&hl=es&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6&border=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="373"></embed></object></p>

<p><br />
<small>"ASSÉDIO" (Besieged), Itália/França, 1998, 92 min. Dirigido por: Bernardo Bertolucci. Com: Thandie Newton, David Thewlis, Claudio Santamaria.</small></p>

<p>Filmes de <a href="http://www.epdlp.com/director.php?id=550">Bernardo Bertolucci </a></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/05/um-presente-cas.html</link>
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<category>Filmes</category>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 15:32:14 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Haruki Murakami... uma descoberta.</title>
<description><![CDATA[<p>Já que eu quero voltar...vou aproveitar a disposição.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="murakami.JPG" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/murakami.JPG" width="192" height="126" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span>Então... eu gosto de escrever sobre o que eu estou lendo. Me ajuda a refletir sobre o livro, aprendo mais sobre o autor, recordo melhor os detalhes da história e  por cima mantenho um registro da experiência. Além disso adoro compartilhar minhas impressões, seja sobre uma exposição, uma viagem, um filme ou um livro. </p>

<p>Agora estou lendo <strong>Murakami</strong>. Estou adorando! Ele é bárbaro!<br />
O primeiro livro dele que li, no final do ano passado, foi <strong>Kafka en la Orilla</strong>. No Brasil  se chama <strong>Kafka à Beira-Mar</strong>.</p>

<p>A novela é incrível! Tem um ritmo tão extraordinário que muitas vezes a gente simplesmente não pode deixá-la, fechar o livro e ir fazer outra coisa. E não porque a  ação seja frenética. Pelo contrário, ele é capaz de descrever as mesmas ações simples e rotineiras inúmeras vezes, tantas quanto aconteçam. Isso funciona mais ou menos como signos. Provoca na gente a vontade de querer guardar aquele detalhe para depois, porque a pergunta  <em>"para que isso vai servir mais adiante?"</em> não nos deixa em paz. Acabei grifando mil e uma passagens.<br />
Fazia muito tempo que eu não grudava em um livro dessa maneira. <br />
 <br />
<strong>Murakami</strong> escreve há muitos anos, mas eu não o conhecia até o ano passado quando li uma crônica sobre ele no El Cultural, um semanário do jornal El Mundo. Guardei seu nome numa caderneta... e depois esqueci. Até que, numa daquelas tardes deliciosas de garimpagem na minha livraria preferida de Madrid, La Casa del Livro, o encontrei. Hum! A memória acendeu na hora! Comprei imediatamente e comecei a ler sem buscar nenhuma outra informação, nem sobre a novela nem sobre o autor.<br />
Foi uma decisão acertadíssima! Ainda bem que eu mergulhei na sua criatividade sem borrá-la com as descrições secas e sem sabor que depois encontrei pela internet.</p>

<p>Mas, voltando a Murakami, fui conhecê-lo melhor depois que me apaixonei pelo livro. Li algumas entrevistas dele  e gostei muito. Ele é uma criatura um tanto especial.  Diz que aprendeu muito de seus escritores favoritos  pois é tradutor de suas obras para o Japonês, mas se inspirou  principalmente em <strong>Manuel Puig</strong> e <strong>García Marques</strong> para soltar a  imaginação. E faz isso de uma maneira absolutamente própria e muito original.  Fazer chover peixes é um bom exemplo.</p>

<p>Li <strong>Puig </strong>há muito tempo atrás ( <em>Púbis Angelical, Boquinhas Pintadas, O Beijo da Mulher Aranha </em>) e <strong>García Marques</strong> leio constantemente. Posso entender que tenha se inspirado neles ( pensei antes nas <em>Mil e Uma Noites</em>, tanto que esse foi um dos meus pedidos de presente de natal ) mas o que esse escritor japonês fez comigo foi absolutamente novo. <br />
Eu  falava em voz alta enquanto lia! Ele me intrigava até quando descrevia a forma como os personagens lavavam os dentes e as mãos! </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="kafka a beira mar.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/kafka%20a%20beira%20mar.jpg" width="130" height="200" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span><br />
Assim. Eu ia entrando na história por um caminho, conhecendo um pouco os sentimentos de <em>Kafka Tamura</em>, um jovem que decidiu sair de casa no dia de seu aniversário de 15 anos para fugir de uma <em>suposta</em> profecia paterna: cumprir o destino de Édipo. <br />
Eu seguia buscando compreender suas intenções, atenta a alguns traços de seu comportamento... e de repente um acontecimento inusitado, surpreendente, um <em>"como assim, o que é isso?" </em>desviou minha atenção  e antes de poder encontrar um novo caminho que explicasse o que aquele estranho fato estava fazendo ali, surgiu um personagem intrigante, surrealista e irresistivelmente atraente, <em>Nakata</em>, um impressionante homenzinho de 60 anos que falava com os gatos. <br />
 <br />
Pronto. Como assim?!  O que tem a ver um caso com o outro? Fiquei amarrada nos dois, curiosa para saber onde se encontrariam, como, por que? Se é que se encontrariam! Se é que...  quanto mais lia mais dúvidas eu tinha.<br />
 <br />
O engraçado foi que ao mesmo tempo em que eu queria saber como o autor ia esclarecer toda a trama, não tinha qualquer pressa em descobri-la nem tentava resolver a  possível ou impossível relação entre eles. <br />
Tá bom. Admito que tentei uma ou outra vez resolver o mistério, pois era inevitável. Mas quando não consegui apenas me deixei levar pelo delicioso prazer de ler <strong>Murakami</strong>. Deixá-lo criar. </p>

<p>O texto é bom, bem escrito. Ele tem uma linguagem agradável, atual, conversada, gostosa. Faz a gente pensar com ele, seguir seus passos. ( A tradução espanhola é excelente e isso é muito importante! )Também procurei ouvir as musicas que ele citava ao longo da história, curtir as deliciosas conversas entre <em>Oshima</em> e <em>Tamura</em> ou entre <em>Nakata</em> e <em>Hoshino</em>, suas citações literárias, como tratava temas fortes como os tabus e preconceitos, morte e vida, realidade e fantasia.  E aproveitei com prazer a experiência de ler uma novela  fantástica, diferente, extremamente interessante e absolutamente absorvente.<br />
 <br />
E mais, comprei três exemplares para presentear alguns amigos. Adoro poder fazer isso! <br />
 <br />
Agora estou lendo <strong>Tokio Blues - <em>Norwegian Wood</em></strong>. <br />
<strong>Murakami </strong>outra vez.  <br />
Mas acho melhor escrever sobre este em outro post. </p>

<p><br />
Ps: Sugiro não leiam a história antes de ler o livro. Fazer isso é perder  completamente a emoção de mergulhar na criação do autor.<br />
Ontem acabei lendo um comentário em Português apresentando <strong>Kafka à Beira Mar</strong> aos compradores.<br />
Achei  HORRÍVEL! </p>

<p><br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/haruki-murakami.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/haruki-murakami.html</guid>
<category>Livros</category>
<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 18:07:31 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Filmes para nunca esquecer...</title>
<description><![CDATA[<p><br />
Um dos grandes prazeres de ter uma boa conexão é descobrir as pérolas do <a href="http://www.youtube.com">YouTube</a>.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="0078.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/0078.jpg" width="150" height="200" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span><br />
Às vezes me surpreendo encontrando umas delícias como esta cena do <strong>Il Postino</strong> ( <em>O Carteiro e o Poeta</em> ).<br />
Para mim, este é um dos grandes filmes que eu já vi na vida. É daqueles para se ter e poder rever sempre que se queira.  </p>

<p>Por muito tempo eu mantive um caderno onde escrevia todos os filmes que via, com comentários e fotos. Não sei em qual das mudanças ele se perdeu e foi uma pena tão grande que deixei de anotá-los.<br />
Depois de séculos eu voltei a registrá-los num arquivo do micro, porque durante um ano ou dois um dos meus trabalhos era assistir filmes. O trabalho consistia em encontrar cenas que pudessem ilustrar um manual de habilidades presentes no comportamento dos líderes. <br />
Era uma delícia de trabalho! Imagine quantos filmes eu tive que ver... a trabalho e em casa, com um pacote de pipoca, em plena segunda feira! Ho ho ho! Eu adorava!</p>

<p>Muitos de meus amigos me telefonavam quando estavam numa locadora só para que eu indicasse algum filme ou comentasse sobre outro que queriam alugar. </p>

<p>No Brasil eu tinha uma boa coleção de videos, mas tive que deixá-la com meu irmão porque aqui na Europa o sistema era outro. <br />
Agora estou pensando seriamente em fazer uma pequena lista dos filmes inesquecíveis e ir comprando-os, pouco a pouco.<br />
Talvez eu compartilhe essa lista aqui...</p>

<p>Então... vou começar por este. <strong>IL POSTINO </strong>me emociona tanto que choro as mil vezes que o veja.</p>

<p><object width="425" height="373"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OkaBLZn9muM&hl=es&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6&border=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OkaBLZn9muM&hl=es&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6&border=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="373"></embed></object></p>

<p><br />
<a href="http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/critica/texto.asp?codt=78">Aqui</a> há um comentário sobre o filme.</p>

<p>A música é de <a href="http://www.epdlp.com/compbso.php?id=424">Luis  Enriquez  Bacalov</a> <br />
Direçao de  <a href="http://www.epdlp.com/director.php?id=3745">Michael Radford</a></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/filmes-para-nun.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/filmes-para-nun.html</guid>
<category>Filmes</category>
<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 16:43:32 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Eu insisto...</title>
<description><![CDATA[<p><br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="ordenador malo.JPG" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/ordenador%20malo.JPG" width="160" height="146" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span></p>

<p>Estou navegando outra vez... devagarzinho. Uso um computador emprestado que não gosto muito porque não tem acentos e eu tenho que escrever dentro do <a href="http://www.gmail.com">Gmail</a> porque o Word dele funciona mal e de vez em quando apaga tudo. <br />
A campanha está em pleno vôo...e o novo computador já vem no mês que vem. <strong>Rá! </strong><br />
Claro,  por enquanto este aqui <em>vale</em> mas não é como ter os <strong>meus</strong> arquivos a mão, <strong>minhas</strong> fotos, <strong>minhas </strong>anotações. </p>

<p>Estou aproveitando para dar uma renovada nos links e visitar os blogs que eu visitava de vez em quando. Descobri que muitos desapareceram. Uns se despediram num último post, outros simplesmente deixaram de postar, alguns mais apenas mudaram de endereço, de cara, de nome. <br />
Algumas pessoas tiveram suas histórias bruscamente alteradas por uma doença ou perda de um ser querido e seus blogs  refletem essas mudanças. Vi que um bocado de gente  mudou de cidade, de país...</p>

<p>Dentro da <a href="http://www.verbeat.org/blogs">Verbeat </a> também houve um mundo de alterações. Gente nova chegando, gente saindo, gente abrindo outros blogs... mudanças que eu não acompanhei. Percebi que estava longe da net há um bocado de tempo. Mais tempo do que eu queria acreditar.</p>

<p>Quando comecei a blogar, em maio de 2003, fiz parte, por um tempo, de um grupo de blogueiros muito legal e podia, dentro das limitações da minha conexão, visitá-los com certa frequência. Depois de 2005 o <em>boom </em>de blogs foi tão grande que me perdi. Já não pude acompanhar a expansão... a não ser que pudesse ( e quisesse ) passar o dia ( e a noite ) no computador. Eu acho que nem assim...</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="computers10.gif" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/computers10.gif" width="153" height="106" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Nunca aprendi a usar o <strong>RSS</strong>. Gostava de <strong>entrar no blog</strong>, gostava de ver a página em seu original. <br />
Não entendia muito bem por que as pessoas valorizavam tanto o tempo que economizavam lendo os textos sem entrar no blog,  até que me explicaram que precisavam  ler entre 200 e 300 blogs por dia. Uff! Acho que fui ficando com um certo complexo de inferioridade. Passei a visitar dois ou três... por semana!   Ou quatro por mês...Ou nenhum!<br />
E foi assim que eu fui me desligando dos blogs e dos seus assuntos. <br />
 <br />
Mas eu quero voltar. Quero continuar a escrever aqui, mesmo sabendo que meus amigos de <em>carne-e-osso</em> e irmãos não lêem. Que a maioria dos meus <em>amigos-virtuais</em> de antes não vem mais aqui, que os prováveis visitantes que lêem um ou outro post através de alguma busca do <em>Google</em> nunca comentam nem deixam pistas maiores que o registro do contador.<br />
Não importa. Vou voltar por mim. Porque eu gosto de escrever, porque preciso pensar alto e quando escrevo aprendo mais sobre mim ou sobre o tema que escrevo.</p>

<p>Tenho a sorte de ter também uns <em>leitores-amigos-virtuais</em> que nunca desistem de mim e sempre estão bisbilhotando o <em>Língua</em> atrás de novos escritos.<br />
Vou tentar trazer uns posts antigos do <em>Cicatrizes da Mirada</em>, pois este sim, de vez em quando ainda recebo e-mail pedindo-me cópias de antigas publicações.<br />
Antes me dava um certo corte repetir posts antigos, mas agora, aproveitando a "penumbra" e os poucos que ainda estão por aqui eu vou trazê-los, se não se importam.<br />
 <br />
É isso. Voltei.<br />
 <br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/eu-insisto.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/eu-insisto.html</guid>
<category>Mundo Virtual</category>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 18:39:07 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Onde está o Amor?</title>
<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="Viktor Oliva.JPG" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/Viktor%20Oliva.JPG" width="300" height="200" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span></p>

<p><br />
<a href="http://www.tabuademares.blogger.com.br/">Marcia</a> escreve assim:<br />
<strong><br />
 "Cansado de mendigar amor, emudeceu. Aos poucos  tornou-se transparente, diafano. Até que desapareceu. E ninguém, absolutamente ninguém, o percebeu."</strong><br />
 <br />
Minha amiga me diz o mesmo. A  linda, loira e alta criatura, desde seus  maravilhosos 50 anos, depois de tudo o que já aprendeu na vida, dos belos quadros que pintou, dos três filhos que criou, do grande amor que compartilhou... repete baixinho para  que só eu escute:  "É que já ninguém me vê. Sou menos que um móvel da casa... estou ficando transparente..."</p>

<p> </p>

<p>Às vezes me surpreendo demais com algumas coincidências.</p>

<p><br />
<em>Foto. Absinth Drinker-Viktor Oliva</em></p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/onde-esta-o-amo.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/04/onde-esta-o-amo.html</guid>
<category>Pensando Alto</category>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 21:35:11 +0000</pubDate>
</item>

<item>
<title>Sem poesia...</title>
<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="fogo.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/fogo.jpg" width="320" height="240" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span></p>

<p></p>

<p>Ele queimou um piano...<br />
O sujeito - <em>quem o chamaria de músico?</em> - queimou um piano! <br />
E só para... Para que mesmo?</p>

<p>Que importa o motivo?<br />
Recuso-me a sabê-lo. </p>

<p></p>

<p><br />
Sequer quero saber seu nome... </p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p><br />
...........</p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p><br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/03/sem-poesia.html</link>
<guid>http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2008/03/sem-poesia.html</guid>
<category>Pensando Alto</category>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 15:57:31 +0000</pubDate>
</item>


</channel>
</rss>